História

Deuses gregos – Dos deuses primordiais até o fim da mitologia na Grécia

Os deuses gregos eram o principal símbolo da mitologia na Grécia Antiga e ainda hoje são reconhecidos como símbolo cultural da região.

Por P.H Mota

Os deuses gregos eram as principais entidades cultuadas na mitologia da Grécia Antiga. Como eram praticantes de uma cultura politeísta, os gregos reconheciam a autoridade e o poder de vários deuses e deusas, cada um com uma responsabilidade diferente.

Os principais deuses reconhecidos ainda hoje, são os chamados Deuses do Olimpo. No entanto, antes deles houverem deuses primordiais, também chamados de Titãs, que também foram cultuados por séculos.

Todos eles eram considerados imortais, mas tinham falhas e limitações de poder. Isso porque, assim como os mortais, também eram vítimas e reféns das forças do destino, dos vícios e dos sentimentos.

Deuses gregos primordiais

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De acordo com os textos do poeta grego Hesíodo, a história do mundo tem início com o surgimento dos deuses primordiais. O primeiro deles foi o Caos e, daí, surgiram seus descendentes: os Titãs.

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O líder dos Titãs era Cronos, pai de seis outros deuses: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Entretanto, o deus conhecia uma profecia que dizia que um deles seria responsável por destroná-lo. Sendo assim, Cronos devorava todos os seus filhos logo após o nascimento.

Reia, mãe dos filhos de Cronos, acabou conseguindo proteger o mais novo deles da fúria do pai. Zeus conseguiu crescer longe dessa ameaça, mas acabou retornando para libertar os irmãos e, assim como previa a profecia, destronar o pai.

O confronto entre Zeus e seus irmãos com Cronos e os Titãs ficou conhecido na mitologia grega como Titanomaquia.

Os reis dos deuses

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Classical Wisdom

Após o fim da guerra, os domínios do mundo ficaram divididos entre três dos filhos de Cronos: Zeus (responsável pelo céu e pela terra), Poseidon (mares) e Hades (submundo).

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Zeus: conhecido como o pai dos deuses gregos, Zeus é a autoridade suprema e líder de todos eles. Além de garantir a ordem em seus domínios, no entanto, ele também gostava de se aventurar no mundo dos humanos. Por causa disso, inclusive, se envolveu numa série de desventuras amorosas que geraram importantes descendentes da mitologia, como Hércules.

Poseidon: abaixo apenas de Zeus na escala de poder dos deuses gregos, Poseidon tinha poder sobre as águas dos mares e oceanos, bem como das tempestades. Por causa disso, era muito cultuado entre barqueiros e navegantes. Seu símbolo mais conhecido é um tridente, arma com três dentes forjada durante a guerra contra seu pai e os Titãs.

Hades: diferente de seus irmãos, Hades não ficou com o controle de domínios humanos, mas sim com o submundo. Apesar disso, não era encarado como vilão, apenas como responsável por julgar e controlar as almas de todos os mortos, fossem bons ou ruins. Hades também era o deus grego da riqueza, uma vez que era debaixo da terra que se encontravam diversos metais preciosos.

Deuses do Olimpo

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Hera: esposa de Zeus, mas lembrada principalmente por seus episódios de vingança e ciúmes. Isso porque Zeus tinha vários episódios de adultério, fazendo com que a deusa se revoltasse contra suas amantes e bastardos.

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Atena: da mãe Métis, Atena herdou a sabedoria, enquanto do pai Zeus, herdou a força e o poder. Por causa disso, era cultuada como deusa da guerra e da sabedoria ao mesmo tempo.

Ares: assim como Atena, Ares também era deus da guerra. No entanto, ele não tinha o mesmo comportamento dela e era muito mais agressivo, sentindo prazer em ferir e agredir suas vítimas e adversários.

Deméter: deusa da agricultura e responsável pelas estações do ano. Assim que sua filha Perséfone foi sequestrada por Hades, Deméter ficou reclusa e chateada, gerando períodos de infertilidade, que nada mais era do que o inverno.

Apolo: Apolo foi um dos principais filhos de Zeus, assumindo também o papel de deus grego da caça, no Olimpo. Além disso, simbolizava a música com sua harpa que tocava sem parar na residência divina.

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+ 5 deuses do Olimpo

Ártemis: irmã gêmea de Apolo e, por isso, também era deusa da caça. Ártemis também era cultuada como deusa da virgindade, uma vez que se dedicava somente a suas habilidades de caça e não se entregava a prazeres carnais.

Hefesto: o principal talento de Hefesto era sua habilidade de forja e construção. Por causa disso, era responsável por fabricar as armas de todos os deuses, além de ter construído o próprio palácio do Olimpo.

Afrodite: a beleza de Afrodite era tão superior que a deusa do amor foi motivo de vários conflitos entre humanos e deuses ao longo da mitologia grega.

Hermes: Hermes era deus da agilidade e velocidade, o que o fez mensageiro dos deuses. Ele também era muito cultuado entre ladrões, uma vez que eles valorizavam muito a agilidade para realizar seus crimes.

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Dionísio: Dionísio era o deus grego das festas e da loucura, além de associado ao vinho. Quando foi absorvido pela mitologia romana, ganhou o nome de Baco, que deu origem ao nome da festa bacanal, repleta de álcool e orgias.

Fim da mitologia grega

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Por séculos, os deuses gregos eram os principais alvos de cultos e rituais na Grécia. No entanto, a importância e o valor deles passou a ser questionado pelos próprios gregos com  a mudança da forma de pensar.

A partir do século VII a.C., os filósofos pré-socráticos passaram a questionar os mitos e a relação com o sobrenatural. Dessa maneira, a racionalidade e a lógica passaram a fazer parte do cotidiano e o culto aos deuses perdeu força em algumas parcelas da sociedade.

Com a chegada dos romanos na região, os deuses gregos foram absorvidos e instalou-se um sincretismo religioso que dava uma nova versão para cada um deles. No entanto, com a adoção oficial do Cristianismo na região, o culto aos deuses perdeu definitivamente a força.

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Fontes: Toda Matéria, Hiper Cultura

Imagens: Amazon, Geeks, Classical Wisdom, Hellenic Art, People’s World

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