Hipotermia: morrer de frio é possível e pode ser extremamente doloroso!

Se você achava que morrer de frio é especialidade daquela sua tia friorenta, acredite, é bizarro, mas essa é uma coisa totalmente possível. Conforme especialistas, quando as pessoas ficam expostas ao frio durante um longo tempo podem sofrer sérios danos à saúde, e, em casos mais extremos, podem entrar em coma ou até mesmo morrer de hipotermia, devido à redução severa da temperatura normal do corpo.

E, se você está pensando que é quase impossível morrer de frio em um país de clima tropical como o Brasil, é melhor rever seus conceitos. Isso porque os primeiros sinais de hipotermia podem surgir depois de um longo período exposto a temperaturas inferiores a 10ºC. Assim, em uma madrugada de inverno de São Paulo, por exemplo, não é muito difícil isso acontecer, especialmente no caso de pessoas em situação de rua.

Sintomas de hipotermia

Claro que aquela tremidinha básica que seu corpo dá quando sai do banho quente, à noite, não é nada sério, mas em situações extremas os tremores podem ser um sinal de hipotermia. Além disso, o problema pode vir acompanhado de ranger de dentes, sensação de fadiga e até mesmo câimbras.

Se, nesse estágio, a pessoa não tomar providências de se abrigar em um local fechado, colocar roupas quentes ou ingerir bebidas aquecidas para elevar a temperatura corporal, a hipotermia vai evoluindo.

Dores e perda de sensibilidade nas extremidades do corpo, como nos dedos, nariz e orelhas são um mau sinal, além da intensificação da sensação de cansaço, confusão mental, alterações bruscas da pressão sanguínea, arritmia e respiração ofegante.

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O grande risco de morrer de frio surge quando a pessoa chega à confusão mental, já que nesse estágio ela corre o risco de ficar inconsciente. Se, nessa fase, a vítima não morrer, podem aparecer danos neurológicos temporários ou permanentes.

Necroses

Mas, as consequências da hipotermia não ficam restritas ao interior. O contato direto com o gelo, com a água muito fria e até mesmo com o vento gelado podem acabar queimando as extremidades de seus corpos, como pés, mãos, lábios, nariz e assim por diante. O fluxo sanguíneo também costuma ser interrompido, às vezes integralmente, nessas partes do corpo.

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Dependendo do caso, pode acontecer a necrose muscular ou até mesmo a necrose óssea. Como não é muito difícil de se imaginar, nesse tipo de situação é quase garantido que seja necessária a amputação do membro para evitar que a vítima morra. Essa etapa da hipotermia, com certeza, é uma das mais dolorosas, já que seu corpo vai morrendo aos pouquinhos, pelas extremidades.

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Vítimas potenciais

Embora todos nós sejamos candidatos a morrer de frio depois de um longo tempo expostos ao frio, a verdade é que existe um grupo de pessoas mais sensíveis à hipotermia. Idosos, crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido de alguma forma precisam de cuidados mais intensificados ou, dificilmente, resistem às consequências do frio intenso no corpo.

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Além disso, a maioria dos animais de estimação também precisam de proteção contra o frio. Se eles não ficarem protegidos do vento e da umidade, por exemplo, eles também podem morrer de frio. Para mantê-los aquecidos, é recomendável que eles fiquem dentro de casa ou em locais cobertos e que suas caminhas fiquem isolada do cimento ou da cerâmica por tecidos grossos.

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Viu só como a hipotermia pode ser uma péssima forma de morrer? Esse pessoal do Everest que o diga!

Agora, se na sua cidade não está tão frio assim, você vai gostar de entender também: Por que alguns sentem frio e outros estão sempre com calor?

Fonte: Climatempo