História

História da Fórmula 1- Origem e evolução ao longo dos anos

A história da Fórmula 1 começa no final do século XIX, e trás, ao longo dos anos, inúmeros campeonatos, com corridas e pilotos incríveis.

A Fórmula 1 é uma corrida automobilística mundialmente famosa, que teve início no final do século XIX, através de grandes campeonatos de corrida que aconteciam na Europa. E grandes nomes de pilotos de corrida fazem parte da história da Fórmula 1.

Entre eles estão, Ayrton Senna, Michael Schumacher, Alain Prost, Nelson Piquet, Juan Manuel Fangio, Niki Lauda, Jackie Stewart, Jack Brabham, Rubens Barrichello, Lewis Hamilton. E tantos outros pilotos de renome que foram campeões ao longo dos anos.

O campeonato de Fórmula 1 foi criado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), inicialmente, as competições eram divididas em 6 GP´s (Grande Prêmio) que eram disputados na Europa.

As corridas eram realizadas na Inglaterra, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália, e mais tarde foi adicionada as 500 Milhas de Indianápolis (Indiana- EUA). Portanto, tornando a Fórmula 1 uma competição mundial.

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História da Fórmula 1

Imagem: Minha torcida

A história da Fórmula 1 começou no final do século XIX, na época, as corridas de carros eram disputadas na Europa. Porém, como ainda não havia circuitos, as provas eram realizadas em estradas.

De acordo com alguns historiadores, a primeira corrida teria acontecido na estrada, entre Paris e Bordeaux, na França, no ano de 1895. E essa corrida teria tido um percurso de 1200 quilômetros, e durado por 48 horas.

Mas o nome Grande Prêmio (GP), começou a ser usado somente em 1901, em uma corrida que aconteceu na cidade de Le Mans, onde foi sediado o Grande Prêmio da França. Apesar de ser considerado como um dos circuitos de corridas mais importante do mundo, atualmente, Le Mans não recebe a Fórmula 1.

Entre os anos de 1901 e 1949, na Europa, foram disputados vários GP´s, na França, Itália, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Mônaco e Espanha.

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Desde o seu início, os GPs só foram interrompidos durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Então, durante as guerras, os pilotos participavam de corridas no circuito automobilístico de Indianápolis, nos Estados Unidos.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, a Federação Internacional Automobilística (FIA), resolveu criar um campeonato onde os Grandes Prêmios da Europa ficassem reunidos. Então, esse campeonato recebeu o nome de Fórmula 1.

A primeira corrida da Fórmula 1

Imagem: Revista carro

A primeira corrida da Fórmula 1 foi realizada em 10 de abril de 1950. Nessa corrida, o argentino Juan Manuel Fangio, enquanto pilotava um Maserati, venceu o Grande Prêmio de Pau, na França. No entanto, essa corrida não foi considerada como parte da Fórmula 1.

Então, a primeira corrida oficial do campeonato mundial de Fórmula 1 aconteceu no dia 13 de Maio de 1950, em um sábado, no circuito de Silverstone, na  Inglaterra. Sendo que o piloto vencedor foi o italiano Nino Farina, pilotando um carro da Alfa Romeo.

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A corrida contou com um público de 100.000 pessoas, além das presenças do Rei George VI, a Rainha Elizabeth e a princesa Margareth.

Na época, os principais corredores eram representados pelas grandes empresas automobilísticas Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes e Maserati. No entanto, nos dois primeiros anos, a grande campeã foi a Alfa Romeo com o seus carros Alfettas.

No ano de 1954, a Mercedes-Benz entrou para as competições, e graças ao seu carro, Juan Manuel Fangio conseguiu 2 títulos, e foi consagrado como piloto tricampeão mundial.

A partir da década de 1960, a Fórmula 1 começou a passar por mudanças, com inovações tecnológicas, os carros passaram por mudanças em sua aerodinâmica.

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E em 1967, a audiência do esporte na televisão teve um aumento significativo, o que atraiu a atenção de grandes marcas para o mercado de patrocinadores. Por isso, foi uma década muito importante para o esporte automobilístico.

Circuitos e pilotos da Fórmula 1

Imagem: Race motor

Entre os pilotos que mais se destacaram no início da História da Fórmula 1 estão os italianos, Nino Farina, Juan Manuel Fangio e Alberto Ascari.  Nino Farina foi o primeiro campeão de Fórmula 1 em 1950, Alberto Ascari ganhou o campeonato em 1952 e 1953, com um carro da Ferrari.

Já o argentino Juan Manuel Fangio levou o título nos anos de 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957. Fangio foi campeão pilotando pelas quatro equipes, Alfa Romeo, Maserati, Ferrari e Mercedes.

Inicialmente, o campeonato de Fórmula 1 foi disputado apenas na Europa e em Indianápolis, nos Estados Unidos. Foi a partir de 1954 que a Argentina começou a fazer parte da Fórmula 1, graças ao grande sucesso do piloto argentino Fangio.

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No ano de 1958, o circuito de Marrocos foi acrescentado ao campeonato, tornando o primeiro país africano a sediar uma corrida de Fórmula 1.

Já no final da década de 50, a Fórmula 1 contava com 11 circuitos por temporada, o piloto australiano Jack Brabham, começou a se destacar. E foi campeão em 1959 e 1960, pilotando um carro da Cooper, projetado pelo neozelandês Bruce McLaren, considerado inovador na época. Alguns anos depois, Brabham e McLaren criaram suas próprias equipes, que levou seus próprios sobrenomes.

Na mesma época, os ingleses Stirling Moss e Mike Hawthorn também se destacaram, onde Moss foi vice-campeão por quatro vezes e Hawthorn campeão em 1958 pela Ferrari.

Evolução ao longo dos anos

Década de 1960

Imagem: Pinterest

Década conhecida como a Era Britânica da categoria, foi quando surgiram grandes. Como Graham Hill, Jim Clark, John Surtess e Jackie Stewart, que juntos, foram responsáveis por ganhar seis títulos entre os anos de 1961 e 1970.

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Na mesma época, foram criadas as equipes de Fórmula 1, Lotus e Brabham.

No ano de 1967, o campeonato já contava com 12 corridas por temporada, onde 4 eram disputadas fora da Europa, nos países da África do Sul, Canadá, México e Estados Unidos.

Em 1968, a fabricante de motores americana Ford, que equipava os carros da Lotus, foi campeã pela primeira vez. Mas a Ford não parou por aí, ela revolucionou os carros de corrida ao produzir os motores V8. O que fez com que ganhasse 12 dos 15 campeonatos entre 1968 e 1982.

Outra inovação nos carros de corrida foi quanto ao banco de acento dos pilotos, antes na posição de 90º, passou a ficar mais inclinado, proporcionando maior conforto aos pilotos. E na parte de fora dos carros, houve mudanças na aerodinâmica, acrescentando aerofólios na parte de trás dos carros, o que ajudou na estabilidade e velocidade.

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Década de 1970

Imagem: Boletim do Paddock

Considerada como uma década memorável para a Fórmula 1, onde os carros passaram por grande inovações. Além de pilotos que ficaram para a história como, Gilles Villeneuve, Niki Lauda, James Hunt, Jody Scheckter, Alan Jones, Mario Andretti e Emerson Fittipaldi. Que foi o primeiro piloto brasileiro a se tornar campeão de Fórmula 1.

O piloto brasileiro, Fittipaldi, correu pela Fórmula 1 entre os anos de 1970 a 1980, onde ganhou os campeonatos de 1972, com o carro da Lotus e 1974, com o carro da McLaren.

Em 1975, Fittipaldi abandonou a melhor equipe da Fórmula 1 da época. Então, junto com seu irmão, fundou a Copersucar Fittipaldi, conhecida como a primeira e única equipe brasileira na Fórmula 1. Porém, não teve muito sucesso e fechou no ano de 1982.

No entanto, o grande destaque da década foi o piloto austríaco Niki Lauda, que ganhou os campeonatos de 1975 e 1977 pela Ferrari. Mas, em 1976, Lauda perdeu o campeonato para o piloto inglês James Hunt. Pois durante a corrida, sofreu um grave acidente.

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Os pilotos Lauda e Hunt ficaram famosos pelas várias disputas que realizaram nas pistas, que foram usados como fonte de inspiração no filme Rush, de 2013.

Lauda também ganhou o campeonato em 1984, fez parte da equipe da Jaguar em 2000, e na equipe da Mercedes em 2010.

Em 1977, a Renault criou os motores turbo, que foram usados na Fórmula 1. Na mesma época, as equipes de corrida modificaram a aerodinâmica dos carros, desenvolvendo o efeito-solo (o ar empurra o carro para o solo, deixando-o mais pesado).

Contudo, tanto os motores turbos, quanto o efeito-solo, serviram para dar mais velocidade aos carros. Porém, ambos pararam de ser usados após o acidente em que o piloto canadense Gilles Villeneuve morreu em 1982.

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 Década de 1980

Imagem: Terra

Na década de 80, o Brasil ganhou destaque na Fórmula 1, graças aos pilotos Nelson Piquet e Ayrton Senna. O piloto Piquet ganhou cinco títulos nos anos de, 1981, 1983 e 1987, sendo os dois primeiros pela Brabham e o último pela Williams. Enquanto que Senna ganhou os títulos em 1988 e 1990.

Entre os principais rivais de Piquet, estavam os pilotos, Keke Rosberg, Carlos Reutemann, Alan Jones, Rene Arnoux, Alain Prost e Nigel Mansell, além de Senna.

Outro destaque da época foi o piloto francês, Alain Prost, que também conquistou três mundiais nos anos de, 1985, 1986 e 1989. Apesar de Piquet ter sido um forte adversário de Prost, o maior rival de Prost foi Ayrton Senna. A rivalidade entre eles é considerada a maior de toda a história da Fórmula 1.

No entanto, quando ambos foram companheiros de equipe na McLaren, em 1988, cada um venceu uma competição, nos dois anos que trabalharam juntos. Sendo que Senna venceu em 1988, e Prost em 1989, no ano seguinte, Prost foi para a Ferrari, mas não conseguiu vencer o campeonato, perdendo para Senna.

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Década de 1990

Imagem: Veja

Essa década foi marcada pelo desenvolvimento eletrônico nos carros de corrida. Por exemplo, a Williams criou a suspensão ativa, que era controlada eletronicamente, desbancando a McLaren. Assim, em 1992, venceu a corrida com o piloto inglês Nigel Mansell e em 1993, com o piloto Alain Prost.

No mesmo ano, Prost se aposenta, abrindo as portas da Williams para Senna, em 1994. Porém, em Maio de 1994, o piloto brasileiro sofreu um grave acidente durante a terceira corrida do campeonato, em Ímola, falecendo aos 34 anos. O ídolo brasileiro entrou para a história da Fórmula 1, pela sua genialidade em pilotar os carros.

Então, nesse ano, foi o piloto alemão Michael Schumacher, que venceu o campeonato de Fórmula 1, pela Benetton, ele ainda ganhou em 1995, e em 2000, pela Ferrari.

Nos anos seguintes, Damon Hill ganhou em 1996, pela Williams, Jacques Villeneuve ganhou em 1997, e o piloto finlandês Mika Hakkinen, em 1998 e 1999, ambos pela McLaren.

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Década de 2000

Imagem: Jornalismo esportivo USP

O início da década de 2000 foi marcado pela supremacia da Ferrari, pois graças ao piloto alemão, Michael Schumacher, ganharam os campeonatos de 2001 a 2004. Mesmo nos dias de hoje, Schumacher é o único piloto heptacampeão mundial de Fórmula 1, fazendo parte da história da Fórmula 1.

Entre os anos de 2000 e 2005, o piloto brasileiro Rubens Barrichello, foi companheiro de equipe do piloto alemão. Todavia, a partir de 2006, Schumacher foi companheiro de outro piloto brasileiro, Felipe Massa.

No final desse mesmo ano, o heptacampeão anunciou sua aposentadoria, porém, retornou 2010, participando de corridas até 2012. No entanto, em 2013, enquanto esquiava nos Alpes, Schumacher sofreu um acidente, ficando 6 meses em coma. Atualmente, seu estado de saúde é mantido em sigilo pela sua esposa, pois, ela não permite a divulgação do seu estado de saúde atual. .

Além de Schumacher, outros pilotos também se destacaram nos GP´s, por exemplo:

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  • Fernando Alonso- campeão em 2005 e 2006 pela Renault
  • Juan Pablo Montoya
  • David Coulthard
  • Kimi Raikkonen- campão em 2007 pela Ferrari
  • Jenson Button- campeão em 2009 pela Brawn
  • Os pilotos brasileiros Rubens Barrichello e Felipe Massa
  • Lewis Hamilton- campeão em 2008 pela McLaren
  • Sebastian Vettel- campeão em 2010 pela Red Bull

Carros mais velozes

Imagem: Youtube

Entre os anos de 2001 e 2010, houve um grande avanço tecnológico aplicado nos carros de corrida, como resultado, os carros ficaram mais velozes.

No ano de 2005, Juan Pablo Montoya, com um motor BMW v10, chegou a 372 km/h. No entanto, temendo pelo perigo da alta velocidade, as equipes trocaram os motores v10 pelos v8, em 2006.

Além da velocidade, a parte aerodinâmica também passou por algumas alterações. Então, foram colocando e tirando acessórios, até que optaram por um design mais limpo, que facilitava nas ultrapassagens.

No entanto, um fato curioso que faz parte da história da Fórmula 1, é quando a Honda abandonou as corridas no final de 2008, devido à crise econômica mundial. Na época, o chefe da equipe era Ross Brawn, que comprou a escuderia às pressas, dando seu nome a ela.

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Apesar de ser uma equipe nova e não ter patrocinadores, a Brawn GP venceu o campeonato de 2009, o que surpreendeu a todos. E sua vitória, foi graças a um novo modelo de difusor, que ajudava a aumentar a velocidade do ar que passava por baixo do carro.

A Fórmula 1 na atualidade

Imagem: Veja

Em 2010, o piloto alemão Sebastian Vettel, aos 23 anos, tornou-se o mais jovem campeão da Fórmula 1, e ainda ganhou o campeonato nos três anos seguintes, pela Red Bull.

Já o companheiro de Vettel, o holandês Max Verstappen, se tornou o piloto mais jovem a vencer uma corrida na Fórmula 1, quando tinha 18 anos.

Atualmente, o grande talento da Fórmula 1 é o piloto inglês, Lewis Hamilton, pois, ele possui 6 títulos mundiais, vencidos nas temporadas de 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019, pela Mercedes.

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Além de todos os títulos ganhos, Hamilton conseguiu superar os recordes de vitórias e de primeiras posições classificatórias de Schumacher e Senna. Portanto, Hamilton pode se tornar o maior piloto da Fórmula 1 de todos os tempos.

Hoje, o motor dos carros de Fórmula 1 são híbridos, ou seja, são movidos por unidade de potência. Isso significa que, os motores conseguem converter as energias cinéticas produzidas durante as freadas e o calor da combustão, em mais potência para o carro.

O futuro da Fórmula 1

Imagem: Boteco F1

No entanto, os motores híbridos, por serem mais silenciosos, não agradaram aos fãs dos roncos característicos das corridas de Fórmula 1.  Portanto, nos próximos anos, as equipes vão enfrentar o desafio de manter o motor híbrido, mas sem eliminar o barulho que agrada aos fãs.

Além do mais, na Europa, a partir de 2030, os motores movidos à combustão serão proibidos, portanto, terão que investir em novas pesquisas de motores sem combustão.

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Portanto, a partir do ano de 2022, a Fórmula 1 deve passar por transformações, tanto na aerodinâmica, quanto nos motores, para torna-los mais eficientes e menos poluentes. Todavia, há uma previsão que o efeito-solo volte, porém, em uma versão mais segura que a da década de 1970.

No entanto, outro desafio imposto à Fórmula 1 é, tornar a categoria mais acessível para equipes, cujo investimento é menor, para que elas também possam ter a chance de participar dos GP´s.

Por fim, o ano de 2021 seria um ano de muitas mudanças para a Fórmula 1, porém, devido pandemia do coronavírus Covid-19, elas foram adiadas para 2022.

Então, se você gostou dessa matéria, veja também: Red Bull – 13 segredos que você não conhecia sobre o famoso energético.

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Fontes: Site de curiosidades, Brasil escola, Enciclopédia F1

Imagens: Portal Amazonas, Minha torcida, Revista carro, Race motor, Pinterest, Boletim do Paddock, TerraVeja, Jornalismo esportivo USP, Youtube, Boteco F1

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