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Uva passa – História, benefícios e relação com as comidas de Natal

A história da uva passa começa ainda na pré-história, com o consumo de frutas desidratadas naturalmente, e passa pelo Império Romano.

Por P.H Mota

Uva passa é o nome dado a um tipo de uva menor que o comum, logo após passar por um processo de desidratação. O processo é resultado da exposição da uva natural ao sol por muito tempo, além de garantir a preservação da fruta.

Ao redor do mundo, existem algumas variações conhecidas de uva passa, sendo que elas podem ser encontradas em diferentes cores, tamanhos e até mesmo sabores. Os tipos mais conhecidos são Corintos, Passas de Esmirna, e Sultadas, sendo mais comuns em regiões da Europa como Portugal, Espanha, Grécia e Itália.

Em geral, elas são consumidas como petiscos ou mesmo como ingredientes presentes em alguns tipos de pães e bolos, como panetones.

História da uva passa

Uva passa - história, benefícios e relação com as comidas de Natal
Globo Rural

O início do consumo da variação de uvas desidratadas começou ainda na pré-história. As uvas que caíam das videiras acabam secando naturalmente, mas ainda continuavam próprias para o consumo e mantinham o sabor.

Hoje em dia, o processo de secagem e desidratação é feito de maneira artificial, a fim de garantir o armazenamento das frutas por muito mais tempo. Isso ajuda no processo de estocagem, venda e no transporte do alimento por grandes distâncias.

As uvas desidratadas são consumidas em várias partes do mundo e são parte da culinária de várias culturas diferentes. Além da vantagem de preservação prolongada, também conferem vários benefícios à saúde.

Desidratação

Apesar de passar pelo processo de desidratação, a uva passa ainda retém os nutrientes e os açúcares da versão normal da fruta. No entanto, não é qualquer variação de uva que pode ser utilizada no processo.

Para passar pela desidratação e se tornar passa, a fruta precisa possuir alto índica de açúcar e polpa firme, bem como uma casca mais fina. Geralmente, as uvas que passam pelo processo são do tipo Thompson, não possuindo sementes, e podem ser pretas, douradas ou moscatel.

Em média, um quilo de uva passa pode ser produzido a partir de cerca de 3,5 kg de uvas. O processo de desidratação pode ser acelerado com a imersão da fruta numa solução de 0,2 a 0,3% de hidróxido de sódio em ebulição por alguns segundos. Logo após a imersão, a uva deve ser lavada com água fria e então exposta ao sol, em desidratação natural, ou ao ar quente, na artificial.

O processo pode durar entrar 15 e 45 horas e a umidade final da uva passa fica em torno de 10 a 14%.

Benefícios da uva passa

Uva passa - história, benefícios e relação com as comidas de Natal
Tua Saúde

Além de manter os níveis de açúcar, a uva passa também guarda uma grande concentração de vitaminas A e do complexo B. Além disso, é possível encontrar sais minerais como fósforo, potássio, zinco, magnésio, manganês, potássio, ferro e cálcio.

A combinação de nutrientes garante uma ótima fonte de energia, além do fortalecimento do sistema imunológico. Sais minerais como magnésio e potássio também ajudam a reduzir a acidez e eliminar toxinas do corpo, prevenindo doenças como artrite, gota, doenças cardíacas e pedras nos rins.

Além disso, a presença de fitonutrientes e polifenólicos faz com que a uva passa também tenha propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas. Não só isso, como também garantem a saúde dos olhos, dentes e gengivas.

Uva passa e o Natal

Uva passa - história, benefícios e relação com as comidas de Natal
Segredos do Mundo

É comum que a uva passa esteja presente em alguns alimentos típicos da ceia de Natal. O hábito surgiu ainda antes do início do cristianismo, com práticas romanas. Durante o solstício de inverno, era celebrado o festival Natalis Solis Invicti, entre 21 e 25 de dezembro (no hemisfério norte).

Na época, os europeus guardavam sementes e frutas secas – incluindo a uva passa – para garantir alimentos no inverno, já que as baixas temperaturas prejudicavam a produção agrícola na estação. Nas classes mais altas da sociedade, era comum incluir até mesmo ouro na decoração dessas frutas secas.

Durante a celebração do novo ciclo, os romanos comemoravam a vida e pediam por mudanças internas, externas e melhores energias para o futuro. A uva representava essa fartura e prosperidade, além do distanciamento da fome da pobreza. O alimento ainda estava associado ao deus Baco, deus do vinho do prazer.

Logo após o estabelecimento do cristianismo no Império Romano, os festivais pagãos foram absorvidos e substituídos por celebrações cristãs. Sendo assim, o período passou a ser de celebração do Natal, mas com a manutenção de alguns hábitos, inclusive a uva passa nos alimentos.

Fontes: Empório Vila Oliva, Kina do Feijão Verde, Dicas do Varella, Expresso Livre, Jornal Jr, UOL

Imagens: MF Rural, Globo Rural, Tua Saúde, Segredos do Mundo

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