Ciência & Tecnologia

Microchips que permitem pagamento com a mão são seguros?

A Walletmor, startup de tecnologia britânico-polonesa apresentou uma revolução para o mundo com microchips implantados na mão.

Se hoje para pagar as compras podemos usar o cartão de crédito, o smartphone ou até o relógio inteligente, no futuro será suficiente fazê-lo com a mão. Essa é a ideia proposta pela Walletmor. Nos dias de hoje, a startup do Reino Unido encontra destaque nas páginas de sites e jornais, por causa do seu produto revolucionário: microchips injetados sob a pele.

O sistema utilizado se baseia no padrão NFC, hoje universalmente aceito para o gerenciamento de transações digitais em modo contactless. Além disso, não requer o uso de bateria ou módulos para a transmissão ativa de um sinal. A troca de dados acontece somente quando a unidade está a uma distância muito curta de um terminal de pagamento.

Ficou curioso? Então, vamos investigar esse assunto!

O que são os microchips de pagamento da Walletmor?

O implante de pagamento Walletmor é um pequeno dispositivo, do tamanho de um alfinete de segurança e com cerca de meio milímetro de espessura, composto por um circuito integrado e uma bainha metálica que funciona como antena, preso em um bio-alojamento hermético.

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O biopolímero foi feito por cientistas dos laboratórios da VivoKey Technologies Inc. de Seattle, a maior produtora do gênero no mundo e alcançou todo o ecossistema de identidade digital.

Em suma, o biopolímero é o chamado plástico médico para a produção de dispositivos médicos, que possui certificados de biocompatibilidade atuais que mostram a conformidade com a norma ISO 10993.

Como é feio o implante do microchip?

Segundo a empresa, o custo para realizar o implante subcutâneo é de 350 euros. Aliás, para a instalação de um chip é necessário marcar uma consulta com um especialista, entrando em contato com uma clínica de medicina estética.

A Walletmor é uma empresa nascida na Polônia, mas sediada em Londres. A ideia, na verdade, não é uma novidade de última hora, apesar de estar circulando em portais e redes sociais apenas nos dias de hoje.

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Assim, basta dar uma olhada no perfil oficial do Twitter para descobrir que a instalação do primeiro microchip foi em janeiro de 2021.

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Como usar o microchip para fazer pagamentos?

A operação financeira do implante de pagamento Walletmor se baseia na tecnologia mundial de comunicação sem contato e sem fio Near Field Communication (NFC). Esta é utilizada, entre outras coisas, para pagamentos com cartões de bandeiras VISA ou Mastercard.

Basta criar uma conta na plataforma europeia iCard e transferir algum dinheiro para lá. É importante ressaltar que o implante é um dispositivo passivo e não possui fonte de energia própria (bateria).

Ademais, não gera ondas de rádio por conta própria e sua ativação ocorre somente com um terminal de pagamento sem contato e apenas a uma distância muito curta. Portanto, é impossível rastrear alguém com um implante Walletmor.

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O dispositivo é seguro?

Microchips implantados em corpos humanos são um fenômeno recente. Aliás, o primeiro implante desse tipo ocorreu pela primeira vez em 1998. A tecnologia serviu comercialmente apenas na última década juntamente com muitos campos diferentes.

O CEO da Companhia, Wojtek Paprota, afirma que é totalmente seguro e também possui aprovação regulatória. Em entrevista à BBC, Paprota descreveu a utilidade geral do microchip dizendo:

“O implante pode ser usado para pagar uma bebida na praia do Rio, um café em Nova York, um corte de cabelo em Paris – ou no supermercado local. Pode ser usado onde quer que pagamentos sem contato sejam aceitos.”

Por fim, o microchip não precisa de bateria para funcionar nem de qualquer outra fonte de alimentação, o que o torna bastante atrativo para os usuários. De acordo com a empresa, eles venderam mais de 500 microchips até agora.

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