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Ciclone extratropical: o que é esse fenômeno natural?

Um ciclone extratropical atinge o Brasil principalmente nos litorais de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com muita chuva e ventania.

A segunda semana de agosto começou com um ciclone extratropical que provocou chuvas intensas e rajadas de vento no Sul do Brasil . Além disso, o fenômeno causou muitas áreas de instabilidade no Sudeste e na região central do Brasil, mantendo o clima fechado e instável em vários estados.

Ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão formados em médias e altas latitudes. Com efeito, estão sempre associados a uma frente fria e, portanto, causam tempestades severas e quedas bruscas de temperatura após sua passagem. Vamos saber mais sobre isso neste artigo.

O que é e como se forma um ciclone?

Um ciclone é um termo geral para um sistema climático no qual os ventos giram para dentro de uma área de baixa pressão atmosférica. Para grandes sistemas climáticos, o padrão de circulação é no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e no sentido horário no Hemisfério Sul.

Em suma, a formação de ciclones ocorre em áreas de baixa pressão. Contudo, a vulnerabilidade do local onde o ciclone atinge depende da topografia, intensidade e frequência do ciclone.

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De acordo com estudos, todos os anos existem 70 a 90 sistemas ciclônicos desenvolvidos em todo o mundo.

Principais tipos de ciclones

Os ciclones se classificam em diferentes tipos, sendo os principais:

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Ciclone extratropical

Também conhecidos como ciclones de latitudes médias, costumam aparecer entre 30° e 60° do equador e estão associados a um sistema de baixa pressão que está localizado entre os trópicos e os polos, originando-se entre massas de ar frio e quente.

Assim, quando um ciclone tropical entra em águas frias, causa inundações e deslizamentos de terra.

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Ciclone tropical

É um dos mais comuns, pois é um sistema de tempestade que se origina de uma circulação de ar em torno de seu centro de baixa pressão, que produz chuvas fortes, chuvas torrenciais e ventos de até 117 quilômetros por hora.

Ciclone subtropical

Tem as mesmas características das tropicais e extratropicais, normalmente podem durar até cinco dias com rajadas de vento constantes que variam entre 100 e 110 quilômetros por hora.

Como a população deve se proteger?

Antes da passagem do ciclone:

  • Revise a resistência de sua casa, principalmente o madeiramento de apoio do telhado;
  • Desligue os aparelhos elétricos e o gás;
  • Em caso de forte ventania, coloque no chão ou guarde todos os objetos que possam cair.

Depois da passagem do ciclone:

  • Ajude na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas e outras vias;
  • Ajude seus vizinhos que foram atingidos;
  • Evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas;
  • Avise a Defesa Civil ou Bombeiros em caso de quedas de postes, bem como inundações e deslizamentos;
  • Busque serviços hospitalares somente em casos de emergência.

Riscos e consequências

Os ciclones extratropicais sempre trazem preocupações aos serviços de defesa civil; pois esse tipo de ciclone produz ventos forte e chuvas torrenciais, além disso, são capazes de causar ressacas ou maré de tempestade, uma elevação do mar.

Desse modo, as consequências em torno de um ciclone extratropical são inundações, destelhamento, ventanias, chuvas torrenciais e queda brusca de temperatura. Aliás, especialistas afirmam que alguns ciclones desse tipo podem ser tão perigosos e destrutivos quanto um ciclone tropical.

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Rota do ciclone extratropical de agosto de 2022

Segundo o site MetSul, os estados que podem ser afetados pelo ciclone são Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Veja abaixo a lista das cidades da região que podem ser atingidas pelo ciclone extratropical:

Santa Catarina

Laguna;
Imbituba;
Florianópolis;
Palhoça;
Biguaçu;
Bombinhas;
Balneário Camboriú;
Itajaí;
Penha;
Balneário;
Barra do Sul;
Barra Velha;
São Francisco do Sul e;
Itapoá.

Paraná

Guaratuba;
Matinhos;
Pontal do Paraná e;
Paranaguá.

São Paulo

Cananeia;
Ilha Comprida;
Peruíbe;
Itanhaém;
Mongaguá;
Praia Grande;
Santos;
Guarujá;
São Vicente;
São Sebastião;
Ilhabela;
Caraguatatuba e;
Ubatuba.

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Rio de Janeiro

Paraty;
Angra dos Reis;
Mangaratiba;
Rio de Janeiro (capital);
Niterói;
Maricá;
Saquarema;
Cabo Frio;
e Arraial do Cabo.

Por fim, vale lembrar que maio deste ano, a região sul e sudeste do Brasil sofreu com outro ciclone extratropical, o Yakecan. Clique aqui e relembre sua passagem.

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Fontes: BBC, Extra Globo, MetSul

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