História

Papisa Joana: existiu uma única e lendária papa mulher na história?

Papisa Joana foi uma lendária papa mulher, que se acredita ter reinado por um tempo durante a Idade Média; saiba mais sobre ela neste artigo.

Já houve uma mulher papa? Existe uma lenda a respeito de um certo Papa João VIII, que se acredita ter reinado entre 855-857 d.C. A razão pela qual este papa é tão famoso é que as lendas afirmam que “ele” era na verdade uma mulher, tornando-a a primeira e única papa mulher na história: a papisa Joana.

Diz a lenda que ela era uma mulher muito talentosa e inteligente que, se disfarçava de homem, visto que a educação teológica se restringia aos homens naquela época.

No entanto, rapidamente, Joana subiu na hierarquia da igreja para eventualmente se tornar o papa. Depois de alguns anos de poder, seu verdadeiro sexo foi descoberto quando ela deu à luz uma criança no meio da rua. Confira mais sobre essa história a seguir.

Como surgiu a história da Papisa Joana?

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Um monge chamado Martin escreveu em 1265 sobre um papa chamado João ou Iohannes Anglicus, que foi eleito no ano de 855 e morreu em 857 d.C. Todavia, esse papa aparentemente homem era mulher quando deu à luz inesperadamente enquanto cavalgava pelas ruas de Roma perto do Coliseu. Assim nasceu a lenda da Papisa Joana.

Martin pode ter concebido essa ideia de escritores anteriores, embora menções em fontes aparentemente escritas antes da época de Martin existam apenas em manuscritos e, portanto, são suspeitos por esse motivo.

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A lenda é tem várias versões, mas quase todas elas são claramente embasadas na obra de Martin e algumas adicionam detalhes extras que quase certamente são invenções desses escritores posteriores.

Outras versões famosas da lenda

Papisa Joana: existiu uma única e lendária papa mulher na história?

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Há uma outra fonte que reconta a lenda de maneira um pouco diferente, esta pode ter sido escrita por outro monge do século XIII, Jean de Mailly. Ele fala sobre o suposto parto sendo seguido imediatamente pelo apedrejamento de Joana até a morte pela população que ficou em choque.

A principal diferença no relato de Jean é que ele o situa no início do século XII, embora isso pareça improvável, visto que a sequência de papas durante esse período está bem estabelecida em outras fontes e não há nenhuma lacuna na qual o “Papa Joana” pudesse se encontrar.

Outro relatos de uma possível papisa também foi feito nas páginas de De Septem Donis Spiritu Sancti (traduzido como Os Sete Dons do Espírito Santo) também durante o século XIII.

Entretanto, este relato teria sido escrito pelo dominicano francês Estêvão de Bourbon. De acordo com esse relato, o papado ocorreu nos anos 1100 e o próprio reinado terminou quando a pontífice entrou em trabalho de parto durante uma procissão.

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Uma multidão cínica considerou isso uma heresia blasfema e prontamente arrastou seu a mulher papa para fora de Roma e a executou com um apedrejamento.

Qual é a verdadeira história da Papisa Joana?

Papisa Joana: existiu uma única e lendária papa mulher na história?

As pesquisas e investigações sobre essa lenda não torna possível assegurar com certeza a existência da primeira mulher papa. Todavia, a coragem da suposta Papisa Joana é um fato curioso e de ampla divulgação.

Dizem que ela era uma inglesa que nasceu na cidade alemã de Mainz. Depois de se apaixonar por um monge beneditino, ela se disfarçou de homem e o acompanhou a Atenas.

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Lá ela aprendeu latim e grego. Assumindo a identidade de um monge, ela se deu o nome de João Anglicus ou Angelicus e mudou-se para Roma. Com efeito, Angelicus provou ser um escriba com algum talento e foi encarregado de ser um notário papal. Em pouco tempo, ele (ou ela) se tornou um cardeal.

Acreditava-se que Angelicus tinha uma mente muito perspicaz, que adquiriu fontes de conhecimento e a habilidade de transmitir seus dons por meio de instruções perspicazes. Portanto, um monge tão assíduo era visto como o candidato ideal para se tornar Papa.

O destino de Angelicus pode não ter sido tão brutal, no entanto. Algumas crônicas afirmam que a papa Joana não foi prontamente executada por heresia. Com efeito, alguns relatos afirma que ela foi presa por vários anos e forçada a sofrer penitência pelo que se dizia ter feito.

Ademais, seu filho, um menino, cresceu para se tornar o bispo de Ostia e teve sua mãe sepultada em sua catedral após seu falecimento.

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Por fim, a Igreja Católica Romana sempre denunciou esses relatos e afirma que tal evento nunca aconteceu.

Então, agora que você sabe mais sobre a Papisa Joana, leia também: Expressões populares – 19 significados por trás de ditados comuns

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