Por que a maconha afeta a memória? A Ciência responde

Você pode até nunca ter usado maconha em sua vida, mas, com certeza, já deve ter ouvido falar dos efeitos da erva no organismo. Na maioria dos casos, as pessoas ficam mais lentas, tranquilas e, quando menos esperam, bate uma larica tão intensa que você é capaz de tomar sorvete com ketchup. Pelo menos é mais ou menos isso que dizem.

Mas, um dos efeitos mais clássicos da droga é que a maconha afeta a memória. Não são raros os chapados de plantão que não se esquecem de algumas coisas durante o período alto.

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Bom, que o efeito existe, todo mundo sabe, mas só agora a Ciência entendeu porque, exatamente, a maconha afeta a memória de curto prazo (calma, você não chega a esquecer quem é ou onde mora) de uma forma tão expressiva.

Maconha afeta a memória. Mas, como?

Segundo estudos recentes, realizado pelo Instituto Neurocentre Magendie, na França, A cannabis impede que as lembranças que acontecem no momento de seu uso ou instantes antes fiquem solidificadas no cérebro devido a uma espécie de curto-circuito que um de seus ativos, o THC, proporciona dentro de nossas células.

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Isso acontece porque as mitocôndrias, organelas que ficam dentro de nossas células e são responsáveis por prover energia a elas (por meio da respiração celular), ficam impregnadas com o THC e, de certa forma, também ficam chapadas.

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A reação disso é que o transporte de elétrons dentro das células, etapa essencial na produção de energia, fica interrompido. Para poupar energia, as mitocôndrias começam a se comunicar menos uma com as outras, o que impacta diretamente em nossa capacidade de armazenar memórias.

É permanente?

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A boa notícia, no entanto, é que este efeito é temporário. Embora esteja comprovado que a maconha afeta a memória e porque isso acontece, caso o uso da droga seja suspenso, este efeito passar sem deixar sequelas.

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E, falando em ficar chapado, você pode se interessar em conhecer também: 5 drogas usadas como remédio no passado.

Fonte: Superinteressante, Nature