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Por que sonhamos? – Corpo durante o sono, sono REM e teorias

Por que sonhamos? Eles podem refletir medos e preocupações, bem como relaxar e divertir. Também oferecem experiências diversificadas.

Atualizado em 27/04/2020

Ainda que muita gente garanta que não sonhe ao dormir, grande parte dos seres humanos compartilham isso. Não só o hábito, inclusive, como temas recorrentes também se repetem com pessoas que nunca se conhecerem. Mas diante disso, ainda fica uma dúvida: por que sonhamos?

Os sonhos podem refletir medos e preocupações, bem como relaxar e divertir. Além disso, já os sonhos que oferecem experiências fantasiosas, estranhas e até mesmo completamente surreais. A situação é tão comum, que até mesmo cachorros podem sonhar.

Dentre as explicações conhecidas e as teorias inexplicadas, ainda há muito a ser explorado no campo dos sonhos.

Corpo durante o sonho

Por que sonhamos? - teorias para os pensamentos durante o sono
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Durante um terço de nossas vidas, em média, estamos dormindo. Apesar disso, os sonhos tomam apenas alguns minutos desse tempo. Estima-se que o tempo dos sonhos toma cerca de seis anos inteiros da vida de uma pessoa.

Ainda que o cérebro descanse durante o sono, na hora do sono ele está quase totalmente ativado. Isso significa que o fluxo de sangue é quase o dobro do normal durante outras fases do sono. Nesse momento, entretanto, apenas uma parte está um funcionamento: o centro lógico.

É por isso, inclusive, que os sonhos podem ganhar tons de irrealidade. Ao mesmo tempo, o cérebro envia sinais para a medula espinhal para garantir que os membros fiquem travados e não reajam aos movimentos dos sonhos.

REM

Por que sonhamos? - teorias para os pensamentos durante o sono
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A resposta à questão “por que sonhamos?” começou a ser respondida em 1951. Foi nessa época que o fisiologista Eugene Aserisnky, da Universidade de Chicago, começou uma pesquisa com seu próprio filho.

Aos 8 anos, o garoto foi ligado a um eletroencefalograma que analisava as ondas cerebrais durante o sono. A princípio, nenhuma atividade era registrada, mas o aparelho começou a se mover de repente. O cientista acreditava que era porque o filho estava acordado, mas não era o caso. Ainda que o o garoto continuasse a dormir, seu cérebro e seus olhos estavam ativos.

As observações de Aserinsky chamaram a fase do somo de Rapid Eye Movement (REM), do inglês para Movimento Ocular Rápido (MOR). De acordo com os resultados, eles duram até meia hora e acontecem a cada ciclo de 90 minutos. Em adultos saudáveis, essa fase corresponde a cerca de um quarto do sonho.

Os resultados da pesquisa concluíram que, quando acordadas logo após uma fase REM, a maioria das pessoas relatavam ter sonhado. Atualmente, a ciência já sabe que o sonho também ocorre em outras fases, mas as razões para sua existência continuam sombrias.

Por que sonhamos? Principais teorias

Por que sonhamos? - teorias para os pensamentos durante o sono
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Ao redor do mundo todo, cientistas tentam encontrar a resposta para esse mistério: “por que sonhamos?”. Aqui estão algumas das principais teorias.

Simulação de ameaça: Esta vertente defende que os sonhos servem para nos ensinar como lidar com ameaças. Sendo assim, os sonhos seriam como simulacros que garantem que é possível aprender lições que serão aplicadas nas horas de necessidade.

Consolidação de memória: De acordo com essa vertente, o cérebro trabalha para compilar memórias durante o sono. Ou seja, os resultados estranhos seriam resultado da tentativa de conexões entre esses aprendizados.

Redução de medo: Segundo esta linha de pensamento, ao sonhar com nosso medos, eles ficam reduzidos quando estamos acordados. Uma vez que o medo foi enfrentado num cenário de sonho, ele passa a ser mais compreendido. Por outro lado, isso pode falhar, e transformar a experiência num pesadelo.

Premonição: Há uma linha que defende que os sonhos servem como premonição. Apesar disso, um jornal britânico pediu o registro de sonhos dos leitores, em 1970, e passou a relacioná-los com notícias ao longo de 15 anos. O resultado, entretanto, foi o mesmo como se as relações fossem feitas completamente ao acaso.

Fontes: BBC, A Mente é Maravilhosa

Imagem de destaque: iPreach