19 segredos que os médicos não contam aos pacientes

Um dos profissionais mais confiáveis do mundo e que conseguem ganhar a confiança de todo mundo (ou quase) são os médicos. Mas, ao contrário do que as pessoas pensam, eles não são perfeitos, nem estão acima dos erros, e existem até mesmo alguns segredos que os médicos não contam, de forma alguma, aos seus pacientes; bem ao exemplo de outros profissionais que já vimos aqui, como funcionários do McDonald’s, da Subway e os pilotos de avião.

O pior de tudo, como você vai ver, os segredos que os médicos não contam estão longe de ser algo positivo para a população. Isso porque, muitas vezes, eles escondem a verdade sobre a saúde de seus pacientes, fazem exames ou pedem medicamentos e exames que não são necessários e assim por diante.

Nem todo mundo faz, mas existe

Mas, claro, nem todo médico compartilha desses segredos e é óbvio que não estamos que você desconfie de seus médicos de confiança. No entanto, é preciso saber identificar os sinais de quando eles estão agindo como profissionais ou quando estão cumprindo cláusulas de contratos ou acordos.

Ou você vai dizer que não sabia que muitos médicos pedem exames, procedimentos e receitam remédios sem a menor necessidade, só para receber comissões de algumas marcas? E o que dizer sobre a verdade que eles conhecem, mas escondem sobre a maioria dos remédios cotidianos que consumimos, como o famoso paracetamol?

Tenso, não? Tudo isso e muito mais você confere na matéria abaixo, originalmente publicada pela Revista Superinteressante, da Editora Abril.

Conheça 19 segredos que os médicos não contam aos pacientes:

1. Aproximadamente, 30% dos gastos médicos são desnecessários e 20% das cirurgias também são feitas sem real necessidade;

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Porque a medicina também faz parte de uma indústria.

2. A indústria farmacêutica esconde os estudos que não dão certo e manipula os que dão certo;

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Muita informação é omitida, especialmente quanto aos efeitos colaterais dos remédios e à real eficiência dos medicamentos para certas doenças.

3. O índice de suicídio entre médicos é 70% maior que na população em geral. Com relação às médicas, esse índice sobe e é 400% maior;

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As longas jornadas de trabalho, ansiedade, depressão, estresse a grande responsabilidade em lidar diariamente com vidas e tragédias humanas são alguns dos fatores mais decisivos.

4. Ficar internado em hospital pode ser um risco

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O risco que contrair infecções e outras doenças fica maior quando nosso sistema imunológico está frágil e é exatamente nesses período que vamos aos hospitais, onde o contato com bactérias e com outros fatores que fragilizam nossa saúde é facilitado.

5. Médicos lavam as mãos menos vezes que o necessário no horários de trabalho;

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Combinação de sobrecarga e esquecimento são os principais fatores alegados pelos profissionais. No entanto, este esquecimento prejudica a saúde dos pacientes e eleva as taxas de infecção hospitalar.

6. Boa parte dos profissionais da medicina admitem esconder coisas dos pacientes e alguns afirmam que já mentiram;

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O motivo? Medo de serem processados.

7. Ressuscitação cardiopulmonar (RCP), na maioria das vezes, é pouco eficaz;

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Um estudo desenvolvido no Japão, em 2012, mostrou que 18% das pessoas que recebem a massagem cardíaca fora de hospitais retomam a pulsação. No entanto, somente 5% dos pacientes ficam vivas um mês depois.

8. Boa parte dos médicos têm conflitos de interesse, e isso pode ser um grande problema aos pacientes;

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Isso porque alguns profissionais fazem acordos financeiros ou mesmo se deixam conquistar por congressos, viagens e outros benefícios oferecidos por empresas farmacêuticas. Como consequência, na hora de receitar os medicamentos aos pacientes dão preferência aos patrocinadores, que nem sempre são as melhores opções.

9. Os planos de saúde devem verdadeiras fortunas ao governo;

Female doctor with stethoscope holding piggy bank

Quando uma pessoa que tem plano de saúde procura os hospitais públicos por não conseguir atendimento particular, o plano de saúde fica devendo o SUS pelo tratamento. No entanto, na maioria das vezes, o pagamento para o sistema público de saúde acontece.

10. A saúde gratuita custa muito caro;

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Apesar de ser considerado de graça, o SUS custa muito caro ao governo e aos bolsos dos brasileiros, já que uma porcentagem considerável dos impostos são destinados à manutenção desse atendimento. O problema é tão sério que pouquíssimos países oferecem atendimento gratuito de saúde à população, assim como o Brasil.

11. Nem toda enfermidade deve ser tratada;

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No caso de alguns tumores, o tratamento pode ser perda de tempo e pode até mesmo piorar a qualidade de vida (que ainda resta) aos pacientes. Cânceres de pâncreas e no cérebro são bons exemplos disso, já que, na maioria das vezes, são muito agressivos para serem curados e matam o paciente de qualquer jeito ao longo do tempo.

12. Ser operado nas sextas-feiras e nos finais de semana é mais arriscado;

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No caso de cirurgias que não são de emergência, as chances do paciente sofrer complicações ou até mesmo morrer são maiores nos dias citados, uma vez que o cansaço da equipe e a falta de médicos profissionais nos hospitais durante o fim de semana podem interferir no sucesso da operação.

13. A indústria farmacêutica gasta mais em marketing que em pesquisas;

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Todos os anos, cerca de 1 trilhão de dólares é gasto em medicamentos em todo o mundo. A indústria farmacêutica justifica esse gasto pela necessidade de insumos caros na produção, mas não é só isso que deixa essa receita tão impactante. Na verdade, boa parte das empresas deste ramo investe de 30% a 80% a mais em marketing de seus produtos e marca que em pesquisas propriamente ditas.

14. Os médicos brasileiros detestavam o Mais Médicos, mas agora querem fazer parte do programa;

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Os protestos envolviam a quantidade de estrangeiros empregados, as condições de trabalho, o salário e assim por diante. Agora, no entanto, os médicos brasileiros estão disputando as vagas do programa, já que eles ganham um bônus que auxiliam na aceitação em programas de residência médica.

15. Os médicos cometem 12 milhões de erros por ano;

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Este número se refere somente aos Estados Unidos e somente aos erros de diagnósticos. Segundo estudos, as chances desse tipo de acontecimento causar danos aos pacientes é de 50%.

16. Alguns médicos recebem propina;

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Como já contamos aqui, muitas empresas e marcas pagam comissões aos médicos ou oferecem outros tipos de benefício quando eles indicam seus produtos ou serviços. Isso aumenta muito as chances de médicos exigirem medicamentos, próteses e até mesmo alguns exames não adequados aos quadros de seus pacientes.

17. Alguns medicamentos errados podem induzir diabetes e até mesmo câncer;

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E, receitados muitas vezes por causa das comissões, alguns tipos de medicamentos podem causar sérias consequências aos pacientes se consumidos por longos períodos. Bons exemplos disso são alguns anti-hipertensivos, que podem desenvolver câncer de mama; e antidepressivos podem induzir diabetes tipo 2.

18. Os gigantes farmacêuticos sabem quais remédios você toma;

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Laboratórios fazem este tipo de controle por meio de seus próprios sites, onde os pacientes podem informar o número de registro do médico que receitou o medicamento e conseguir descontos na compra; e por meio da cópia de receitas enviadas a eles, pelos próprios médicos. No entanto, esta última maneira é proibida.

19. A medicina não sabe como muitos de nossos remédios funcionam e, na verdade, alguns nem funcionam;

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Lembra quando dissemos que eles gastam mais com marketing que com pesquisas? Pois é, isso reflete diretamente em nosso cotidiano, uma vez que muitos de nossos remédios mais corriqueiros não são totalmente conhecidos pelos médicos e farmacêuticos.

Bons exemplos disso são o paracetamol, relaxantes musculares, remédios contra a acne (isotretinoína), e até mesmo alguns antidepressivos, cujos efeitos desejados e colaterais podem variar ou que, muitas vezes, podem ter apenas um resultado placebo.

E, por falar em segredos que os médicos não contam, você deveria ler ainda: 10 medicamentos que você JAMAIS deveria tomar por conta própria.

Fonte: Superinteressante