Curiosidades

10 diferenças entre as carnes tender, chester e peru

O chester, tender e peru são as carnes mais vendidas no final do ano para as ceias natalinas, no Brasil. Mas, qual a diferença entre elas?

Não é nenhuma novidade que o prato principal da ceia de Natal brasileira é tipicamente um “chester”, mas o que é um chester e qual a diferença para o tender e o peru? Em suma, a principal diferença entre eles é a espécie, peru e chester (frango) são aves de espécies distintas, e o tender é uma carne suína.

O chester é uma variedade especial de frango que foi criado para ter um alto percentual de carne de peito e coxa. Ao contrário dos perus assados​, os peitos são vendidos em embalagens ovais desossadas.

Há um certo mistério em torno da origem do chester, com teorias que vão desde ser uma galinha mutante híbrida até migrar todos os anos do Polo Norte para o Brasil.

Independentemente de suas origens, é um símbolo do Natal brasileiro, e sem dúvidas, um prato pra lá de delicioso. Mas, e o tender e o peru? Continue lendo e veja as diferenças entre eles.

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Curiosidades e diferenças entre tender, chester e peru

1. Chester não é uma espécie

O Chester é uma marca registrada da Perdigão, e não uma espécie. Desse modo, o Chester é uma ave especial, da espécie Gallus Gallus, que chegou ao Brasil na década de 80. Poucos anos depois, ele passou a ser comercializado no país como concorrente do peru de Natal da Sadia. Atualmente, a Sadia e a Perdigão pertencem à BRF.

2. Tender é de porco e não de frango

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O Tender, por outro lado, trata-se de um pernil de porco defumado semelhante a um presunto. É outro predileto das ceias do Natal brasileiro. Todavia, esta receita não foi criada no Brasil e só se tornou uma tradição à mesa depois da segunda metade do século 20.

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3. Peru é a ave mais cara e mais robusta da ceia de Natal

O peru é conhecido por ter um sabor forte, e por isso, necessita de mais tempo tanto marinando para absorver o tempero quanto no forno. Como o peru é maior que o frango, ele atende mais gente. Além disso, possui menos gordura e mais proteína quando comparado ao Chester por exemplo.

4. A produção de Chester demanda cuidados especiais

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A produção do Chester no Brasil, se concentra na cidade de Mineiros, em Goiás. Além disso, o tempo de criação é maior ao do frango convencional. Desse modo, o Chester é abatido com 20 dias a mais do que o frango.

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A dieta dessa ave também é equilibrada com vitaminas e minerais, ou seja, uma alimentação específica para suas necessidades de desenvolvimento. Com efeito, esse tratamento distinto promove diferenças notáveis no tamanho e sabor da carne da ave.

5. Tender surgiu no Estados Unidos

O Tender surgiu nos Estados Unidos, onde tem nome de “glazed ham” (presunto glaceado) e trazido ao país pelo frigorífico Wilson, que hoje já não existe mais. Seu nome, antigamente “tender made”, era impresso em embalagem de papel, que em português significam “feito com carinho”.

6. A tradição do peru de Natal começou na Inglaterra

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Os perus foram comprados pela primeira vez na Grã-Bretanha em 1526, antes dessa época, para as refeições de Natal, as pessoas costumavam comer gansos, cabeça de javali e até pavões.

Desse modo, os perus substituíram as vacas e galinhas porque os fazendeiros precisavam mais das vacas para o leite e das galinhas para os ovos, que naquela época eram mais caros do que hoje.

Então, em vez de matar um de seus rebanhos no Natal, eles teriam um peru, pois era algo diferente e eles poderiam salvar seu rebanho para produzir outros suprimentos.

7. Todo Chester é uma espécie de frango

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Em suma, podemos dizer que todo chester é uma espécie de frango, mas que o contrário não se aplica. Esse tipo de ave possui cerca de 70% da carne concentrada no peito e nas coxas, o que a faz ser duas vezes maior que um frango comum, e portanto, perfeita para as famílias grandes se deliciarem durante a ceia de Natal.

8. Tender faz parte da família de presuntos

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O nome inglês já indica que o tender faz parte da grande família dos presuntos, criada há milênios, pela necessidade de preservar pedaços de carne de porco, mais especificamente um bom pernil suíno.

9. O rei Henrique VIII foi a primeira pessoa a comer um peru no Natal

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Há relatos de perus importados para o Reino Unido no início do século 16. Desse modo, o rei Henrique VIII foi aparentemente o primeiro monarca britânico a comer peru no dia de Natal.

No entanto, demorou mais de 400 anos para que o peru passasse de um item especial e luxuoso à peça central festiva mais popular da época natalina ao redor do mundo.

10. Perus são nativos da América

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Por fim, esses animais chegaram ao Reino Unido no início do século XVI, por volta de 1524. Em suma, os mercadores britânicos os compraram de conquistadores espanhóis que trouxeram os pássaros do México, onde foram domesticados das espécies selvagens por muitos anos por indígenas americanos.

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Então, agora que você sabe as principais diferenças entre tender, chester e peru, leia também: Presunto: como é feito e qual a diferença do apresuntado?

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