Curiosidades

Fim do mundo: acontecimentos que podem extinguir a raça humana

Muitos fatores podem provocar o fim do mundo, como fatores climáticos ou guerras nucleares. Mas, o apocalipse está realmente próximo?

No ano de 1947, foi criado o Relógio do Juízo Final, também conhecido como Relógio do Apocalipse. Cujo objetivo era marcar quanto tempo faltava para o fim do mundo, provocado por uma guerra nuclear. No entanto, com o tempo começou a avaliar outros riscos que também oferecem ameaças à humanidade. Em suma, o relógio foi criado pela organização global sem fins lucrativos Bulletin of the Atomic Scientists (BAS).

Ademais, a organização conta com diversos especialistas. Que analisam questões científicas e de segurança que possam representar uma ameaça ou trazer consequências negativas para o mundo. Atualmente, os ponteiros do relógio indicam que faltam ‘100 segundos para a meia-noite. Ou seja, faltam 100 segundos para o fim do mundo.

Segundo a organização BAS, os ponteiros não se alteraram nos últimos anos. E mesmo em meio à pandemia, que gerou uma crise mundial na saúde e na economia. Não há previsão que a atual posição dos ponteiros do Relógio do Apocalipse mude drasticamente. Entretanto, não quer dizer que a situação seja favorável. Pois, os ponteiros estão mais perto da meia-noite agora, do que estiveram nos últimos 60 anos.

O Relógio do Juízo Final

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Na época que o Relógio do Apocalipse foi criado, os ponteiros marcavam sete minutos para o apocalipse. Contudo, ao longo dos anos, os ponteiros retrocederam e avançaram, conforme possíveis ameaças de uma possível guerra nuclear apareciam. Até que chegou aos 100 segundos para o fim. De acordo com a organização Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), o principal motivo da estagnação do relógio seria a chegada da pandemia de COVID-19. Pois, por maior que seja o seu impacto no mundo e as grandes perdas, não é o suficiente para culminar no fim do mundo.

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Entretanto, ainda existem armas nucleares pelo mundo. Por exemplo, a Rússia que possui cerca de 1.000 armas nucleares, podendo ser lançadas em questão de minutos. Da mesma forma, a Coréia do Norte e o Paquistão incrementam cada vez ais seus arsenais nucleares. Outra preocupação para a organização são os crescentes efeitos negativos causados pelo aquecimento global. Como as mudanças climáticas, por exemplo, que causam catástrofes ao redor do mundo.

Atualmente, o relógio marca 100 segundos para o fim do mundo. E o motivo, segundo a organização, seria a existência de muito mais riscos. Por exemplo, o uso da inteligência artificial e da biotecnologia de forma descontroladas. Ameaças essas que fizeram com que os ponteiros avançassem mais nos últimos anos, do que durante a crise dos mísseis de Cuba.

Fim do mundo: possíveis ameaças

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De acordo com o diretor do Centro Nacional de Preparação para Desastres, da Universidade de Columbia, Jeff Schlegelmilch, diversos fatores poderiam levar ao fim do mundo. Ademais, o diretor dividiu os fatores de risco em cinco categorias:

  • Mudanças climáticas.
  • Ameaças cibernéticas.
  • Era nuclear.
  • Falhas críticas de infraestrutura, como redes elétricas, por exemplo.
  • Perigos biológicos, como pandemias.

Além disso, Jeff Schlegelmilch acredita que os eminentes desastres são resultados de uma trajetória de desenvolvimento insustentável. Por exemplo, as mudanças climáticas e pandemias, que aumentam a ameaça e a vulnerabilidade da raça humana. O que torna mais complexo e dispendioso o planejamento para enfrentar desastres. Entretanto, não são fatores capazes de causar o fim do mundo.

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Fim do mundo: o que os cientistas dizem

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De acordo com cientistas, as mudanças climáticas associada à atividade industrial é uma das supostas ameaças para o fim do mundo. Pois, seus efeitos tendem a serem devastadores. No entanto, os efeitos serão sentidos no longo prazo. E não serão sentidos de forma igual no mundo todo.

Dessa forma, apesar da ocorrência de fenômenos climáticos extremos, não quer dizer que a Terra se tornará em um ambiente impróprio para a vida. Ou que a espécie humana tenha sua continuidade ameaçada. Afinal, o ser humano possui uma capacidade tecnológica impressionante. Que é capaz de remediar situações hostis.

No caso da pandemia de COVID-19, os cientistas não acreditam que seja um fator que levará à extinção da raça humana. Mesmo causando a morte de milhões de pessoas no mundo todo. Pois, durante toda a história, doenças infecciosas foram responsáveis por dizimar populações. Por exemplo, a Gripe espanhola em 1918, responsável pela morte de 6% da população mundial. Outro exemplo, a Peste Negra, provocada por uma bactéria, aniquilou um terço da população europeia. E mesmo assim, a continuidade da vida humana no planeta não corre risco.

Mesmo não causando a extinção humana, algumas doenças matam centenas de milhares de pessoas todos os anos. Como o HIV, a tuberculose e a malária. Que acabam com a vida de mais de 2,5 milhões de pessoas por ano. Sendo a maioria de países pobres. Contudo, mesmo com doenças provocando grande mortandade, os cientistas consideram muito difícil que o apocalipse aconteça por essa via.

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Enfim, o que você acha que provocaria o fim da raça humana? Se você quer saber mais, leia também: Pandemias – 8 maiores doenças que se espalharam pelo mundo.

Fontes: Canaltech; Tecmundo; El Pais

Imagens: A Semana News; Olhar Digital; Superinteressante

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