História

Laverna, quem é a popular deusa romana dos ladrões?

Laverna é a deusa romana dos ladrões e trapaceiras, atuando ainda como protetora desses criminosos durante a Antiguidade.

Em primeiro lugar, Laverna é a deusa romana dos ladrões, trapaceiros e do mundo inferior na mitologia da Roma Antiga. Nesse sentido, costumava ter rituais de adoração por parte dos criminosos. Sobretudo, desejavam sucesso em suas empreitadas por meio de libações feitas somente com a mão esquerda.

Basicamente, libações consistem no ritual de derramar água, vinho ou sangue com finalidades religiosas ou durante rituais. Desse modo, honra-se um deus ou divindade. Apesar disso, consiste numa tradição da Antiguidade que tornou-se cada vez menos popular, em especial no contexto da expansão do cristianismo.

Apesar disso, Laverna tem seus relatos na autoria do poeta Horácio e do dramaturgo Plauto, que a representavam em suas obras. Acima de tudo, era amplamente associada aos ladrões e criminosos. Porém, possuía um santuário junto à Porta Lavernal, uma porta da Muralha Serviana na Roma Antiga.

Curiosamente, a etimologia de Laverna parte do latim latere, que significa espreitar. Entretanto, também parte do levare, que por sua vez refere-se ao ato de aliviar ou clarear. Por fim, a palavra levator ainda aparece nos estudos etimológicos a respeito dessa deusa, significando, literalmente, “um ladrão”.

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Laverna, quem é? Origem e características da deusa romana
Exemplo de libação

Origem de Laverna

A princípio, e como citado anteriormente, existem poucos relatos e registros sobre Laverna. Sobretudo, o trabalho de Horácio e Plauto citam-na algumas vezes, sendo importantes documentos para análise. Nesse sentido, compreende-se a deusa romana como um dos espíritos do submundo originalmente.

Curiosamente, existe uma tumba etrusca que traz seu nome inscrito, o que indica que havia ainda influência da figura para essa civilização. Apesar disso, as principais traduções tornou-a próxima aos ladrões, sendo uma protetora dos mesmos. No geral, os criminosos invocavam sua presença para realizar suas artimanhas.

Ademais, pediam sua ajuda para manter a reputação, encontrando ainda piedade e honestidade.  Por outro lado, haviam relatos nas obras de Horácio sobre como a deusa os ajudava a escapar de prisões ao abrir portas durante tempestades e despistar perseguidores com névoas espessas e repentinas.

Sendo assim, praticava-se libações em seu nome, como forma de agradecer pela proteção. Acima de tudo, a tradição e etiquete incentivavam o uso da mão esquerda, popular por ser a mão dos astutos e ardilosos. Comumente, associa-se alguns dos preconceitos sobre canhotos a esses costumes da Antiguidade.

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Em contrapartida, acreditava-se que Laverna punia ladrões que feriam mulheres e crianças, criando reféns em suas ações. Basicamente, as peças de Plauto apresentam a deusa romana assassinando ladrões maldosos por meio do envenenamento do ouro que roubavam. Além disso, por vezes haviam relatos de homens enlouquecendo, como se estivessem presos, ainda que em liberdade.

Laverna, quem é? Origem e características da deusa romana

Simbologia e curiosidades

No geral, as homenagens e rituais em homenagem à Laverna aconteciam na clandestinidade. Ou seja, ainda que tivesse um templo, costumavam caracterizar seus adoradores como ladrões e criminosos. Apesar disso, a deusa romana representa a astúcia e agilidade fora da perspectiva ilegal.

Porém, tornou-se popular por ser defensora dos ladrões, e como consequência, uma divindade imoral. Desse modo, registros históricos sobre sua aparência são raros, porque nem mesmo artistas trabalhavam em sua imagem, temendo perder a reputação no processo. Como consequência, muito do que se sabe sobre Laverna é recente e atual.

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Comumente, espiões a adicionavam em suas preces e homenagens antes de missões difíceis, em busca de serem mais furtivos. Sobretudo, acreditavam que ela era capaz de silenciar os passos dos mais pesados homens a partir de sua bondade. Portanto, era uma deusa misericordiosa, apesar do tratamento grosseiro que as pessoas a davam.

Por fim, algumas famílias realizavam homenagens em seu nome para manter ladrões distantes de comércios e residências. Geralmente, deixavam joias e bebidas caras nos batentes das janelas. Porém, era comum que ladrões levassem até mesmo as oferendas, o que não ajudou na popularidade da deusa.

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