Saúde

Mudança no cérebro auxilia no diagnóstico de autismo

O diagnóstico de autismo geralmente é feito na infância. Porém, é mais fácil identificar as mudanças no cérebro em pessoas mais velhas

Todo traço que auxilia no diagnóstico de autismo e as cautelas referentes à saúde de quem as possui nunca são demais. Sendo assim, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) revela uma grande quantidade de individualidades e também de níveis de mudanças na capacidade de cada um que as têm. 

Portanto, é perceptível que o TEA pode ser multifatorial porque não engloba somente a genética como o contexto social também. Um grupo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos da América (EUA), anunciou uma pesquisa única no fim do último mês sobre autismo.

Por isso, o estudo mostra mudanças expressivas em uma região do cérebro que é essencial para as ligações, o corpo caloso, em jovens adultos com diagnóstico de autismo. A apresentação foi feita no congresso anual da Radiological Society of North America, que em português significa Sociedade de Radiologia da América do Norte.

Sobre a pesquisa

Os especialistas avaliaram os exames de ressonância magnética de 583 pessoas. Sendo assim, esses dados médicos se incluem em um imenso banco de informações para a pesquisa de diagnóstico de autismo nos EUA. Ou seja, famoso pelo nome de National Database of Autism Research. 

Pessoas de diversas faixas etárias fizeram parte do estudo. Portanto, havia bebês com seis meses de idade a adultos de 50 anos. Pesquisas antigas usam, na maioria das vezes, somente crianças. Por isso, neste estudo se observaram as mudanças no corpo caloso do cérebro no decorrer da idade. 

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 160 crianças têm algum Transtorno do Espectro Autista (TEA) no mundo. Segundo a médica, pesquisadora na Universidade de Yale e líder do estudo, Clara Weber, o diagnóstico de autismo é geralmente feito na infância. 

Diagnóstico de autismo no decorrer da idade

Mudança no cérebro auxilia no diagnóstico de autismo

Weber contou ainda que por conta da nova pesquisa é mais fácil identificar as mudanças microestruturais mais expressivas no cérebro em pessoas mais velhas do que em crianças. O motivo disso é a locomoção de  moléculas de água dentro do corpo caloso. Ou seja, quando isso ocorre se chama anisotropia fracionada. 

Por isso, adolescentes e jovens adultos com diagnóstico de autismo apresentam um pequeno deslocamento se compararmos com um grupo de controle. A identificação pode ser feita através de ressonâncias magnéticas e o eletroencefalograma. 

Apesar da conclusão, Clara disse que ainda não publicou o estudo em nenhuma revista. Contudo, deve fazer isto em breve. 

Métodos de diagnósticos e cuidados

Com essas avaliações, a pesquisadora acredita conseguir o diagnóstico precoce do TEA. Sendo assim, ficará mais fácil na hora de realizar os cuidados de pessoas com autismo. 

Segundo a neuropediatra brasileira, Liubiana Arantes de Araújo, não todas as pessoas com diagnóstico de autismo que irão apresentar essa mudança no cérebro. Ou seja, esses são casos mais severos de TEA. Nessas situações, por exemplo, o paciente tem o autismo mais perceptível em relação a:

  • Habilidades de linguagem
  • Teorias da mente
  • Habilidades cognitivas
  • Empatia

Portanto, a médica ressalta ainda que o corpo caloso pode progredir até os 12 anos de idade. Por isso, se agravar é porque houve alterações referentes ao tratamento. 

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