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Emissão de poluentes atingiu novo recorde em 2020, segundo estudo

O mais recente relatório da Organização das Nações Unidas mostrou que a emissão de poluentes atingiu um novo recorde no ano de 2020.

Um relatório da Organização das Nações Unidas mostrou que a emissão de poluentes atingiu um novo recorde em 2020. Nesse sentido, o boletim mostrou que a concentração média global de dióxido de carbono foi maior do que todos os anos anteriores. Apesar disso, ainda há relatos sobre a queda da emissão por conta da desaceleração econômica mediante a pandemia.

A princípio, o Boletim de Gases das Nações Unidas tem elaboração por especialistas da Organização Meteorológica Mundial. Em resumo, essa instituição responde diretamente à ONU, pois faz parte da organização. Desse modo, a publicação recente mostrou que os níveis de poluentes foi superior à média total da última década, de 2011 a 2020.

A fim de compreender melhor essa questão, é importante uma comparação. Por um lado, as atividades humanas começaram a afetar o equilíbrio da Terra a partir de 1750. Desse modo, em comparação com os índices dessa época, o boletim mais recentes mostrou elevações de 262% de metano e 123% de óxido nitroso.

Em contrapartida, o dióxido de carbono está 149% acima dos índices pré-industriais. Sobretudo, se trata do gás de efeito estufa de maior impacto. Apesar disso, o óxido nitroso e metano permanecem na atmosfera por uma década, e prejudicam a camada de ozônio diretamente.

Acima de tudo, essas alterações partem das atividades agrícolas, aterros sanitários, uso de combustíveis fósseis e queima de biomassa. No geral, esses processos acontecem principalmente nos processos industriais, ainda que tenham origem em fontes naturais. Portanto, há um desequilíbrio entre a emissão de poluentes natural e a que se tem atualmente em decorrência da atividade humana.

Emissão de poluentes atinge novo recorde em 2020

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O que significa esse recorde da emissão de poluentes?

Antes de mais nada, o relatório mostrou incontáveis informações sobre a emissão de poluentes que mostra a urgência de implantar mudanças. Sobretudo no que diz respeito ao modo de vida e hábitos de consumo da população. Como exemplo, pode-se citar que o documento apresentou que de 1990 a 2020, o aquecimento do clima por gases de efeito estuda subiu 47%.

Além disso, 80% desse crescimento é por conta do dióxido de carbono. No geral, são gases que possuem vida longa, ou seja, que permanecem por décadas na atmosfera e degradam a proteção natural da Terra. Sobretudo, os combustíveis fósseis e a produção de cimento parecem grandes inimigos, porque produzem quantidades estrondosas de CO2.

Comumente, parte da emissão de poluentes permanece na atmosfera. Por outro lado, uma parcela é absorvida pelo oceano e por ecossistemas terrestres. Ou seja, há danos internos e externos, no que diz respeito às zonas naturais do planeta. Como consequência, há impactos diretos no clima da Terra, criando prejuízos a longo prazo.

Pode-se citar como exemplo as secas frequentes, intensificação de incêndios florestais, elevação da temperatura do oceano e queda no pH das águas marinhas. Basicamente, e a um nível amplo, isso representa perdas significativas de flora e fauna. Em especial, porque há espécies que não sobrevivem a essas mudanças súbitas.

Portanto, o aumento da emissão de poluentes causa alterações na cadeia alimentar, competição por recursos, parasitagem e o surgimento de novas pragas. Por outro lado, afeta diretamente a alimentação humana, porque grande parte dos nutrientes básicos partem da natureza.

Em resumo, a última vez que a Terra teve uma concentração de poluentes dessa forma foi a 5 milhões de anos. No entanto, nesse período ainda estava formando-se a vida primitiva, e não era um problema tão grande. Sobretudo porque não haviam 7,8 bilhões de humanos.

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Emissão de poluentes atinge novo recorde em 2020

Como modificar o cenário?

Por fim, o relatório da ONU explica que a emissão de poluentes continua crescendo, e não tem previsão de sofrer uma redução. Sendo assim, a humanidade pode estar diante de fenômenos naturais mais drásticos. Basicamente, ondas de calor intensas, tempestades estrondosas, derretimento do gelo, aumento do nível do oceano e acidificação das águas marinhas são alguns exemplos.

Ainda que alguns não compreendam a dimensão dessas alterações na natureza, é inevitável que haja impactos socioeconômicos. Portanto, as relações capitalistas e monetárias irão criar novos níveis de desigualdade social. Ademais, problemas como a fome, miséria, pandemias e adoecimentos serão mais frequentes.

No geral, o relatório da ONU sobre a emissão de poluentes é um verdadeiro alerta aos governos internacionais. Mais ainda, não apresenta somente problemas, mas escancara os dados a fim de propor soluções a nível global. Portanto, a organização convoca líderes e civis a unirem-se no combate a essas consequências drásticas por meio de mudanças individuais e coletivas.

Apesar disso, precisa-se entender que não se trata somente de uma responsabilização individual, porque existem agendas econômicas e políticas por trás desses dados. Sendo assim, a implementação de políticas governamentais mais rígidas para o controle da emissão e gás carbônico é fundamental. Assim como o incentivo a alternativas de transporte e ao reflorestamento.

Por outro lado, a implantação de energia renovável, redução do desmatamento e queima da florestas também auxiliam na reversão do quadro atual. No que diz respeito à agricultura, o incentivo a uma prática sustentável, principalmente com diminuição de agrotóxicos pode transformar as relações de produção e consumo para um futuro mais promissor.

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