Ciência & Tecnologia

Nasa adia volta à Lua que seria no dia 29 de agosto

O foguete faz parte de um projeto de exploração lunar da Nasa chamado "Artemis", que visa enviar astronautas à superfície lunar até 2025.

A Nasa adiou o lançamento de estreia de seu foguete mais poderoso até agora. Ele deveria iniciar a missão da agência espacial dos Estados Unidos de levar humanos de volta à Lua e, eventualmente, a Marte.

Cinquenta anos após a última missão Apollo, o foguete não tripulado do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) que é a marca registrada da missão Artemis.

O foguete estava programado para decolar às 8h33 (12h33 GMT) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, desta segunda-feira (29). O lançamento foi cancelado devido a um problema com o motor número três.

Entenda porque a volta à lua foi adiada a seguir.

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Volta à Lua foi adiada

A agência espacial dos EUA citou um problema em um dos principais motores do foguete, depois que as equipes de lançamento começaram a encher seus tanques de combustível com oxigênio líquido super-resfriado e propulsores de hidrogênio.

Com efeito, os engenheiros da missão lutaram para condicionar adequadamente o motor à temperatura certa para o lançamento, disse a agência.

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No entanto, a NASA não deu uma nova data de lançamento, mas disse que sua primeira oportunidade de backup disponível foi marcada para sexta-feira, 2 de setembro.

Se a agência manterá essa data depende da rapidez com que os engenheiros podem resolver o problema do motor. Aliás, a oportunidade de lançamento subsequente é segunda-feira, 5 de setembro.

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Missão para voltar à Lua em 2022: Artemis I

O objetivo do voo de teste de 6 semanas, chamado Artemis I, é testar o SLS e a cápsula da tripulação Orion que fica no topo do foguete. A cápsula orbitará a lua para ver se a embarcação é segura para as pessoas em um futuro próximo.

Assim, no lugar dos astronautas, três bonecos de teste são amarrados na cápsula para medir vibração, aceleração e radiação, um dos maiores perigos para os humanos no espaço profundo. Aliás, a cápsula sozinha tem mais de 1.000 sensores.

O combo SLS-Orion, com 98 metros de altura, é a peça central do sucessor da agência espacial dos EUA para o programa lunar Apollo dos anos 1960 e 1970. Anunciado como o foguete mais poderoso e complexo do mundo, o SLS representa o maior novo sistema de lançamento vertical que a NASA construiu desde que o Saturn V voou para a Apollo.

A próxima missão, Artemis 2, levará os astronautas à órbita ao redor da Lua sem pousar em sua superfície. Desse modo, se as duas primeiras missões Artemis forem exitosas, a Nasa pretende pousar os astronautas de volta à lua. Inclusive, deve enviar a primeira mulher a pisar na superfície lunar, já em 2025, embora muitos especialistas acreditem que o prazo demore alguns anos.

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Programa Apollo

Os últimos humanos a andar na lua foram a equipe de descida de dois homens da Apollo 17 em 1972. Eles seguiram os passos de 10 outros astronautas durante cinco missões anteriores, começando com a Apollo 11 em 1969.

O programa Artemis busca eventualmente estabelecer uma base lunar de longo prazo para viagens de astronautas ainda mais ambiciosas a Marte. Aliás, esta é uma meta que autoridades da NASA disseram que provavelmente levará até pelo menos o final da década de 2030 para alcançarem.

Por fim, o programa recebeu o nome da deusa que era irmã gêmea de Apolo na mitologia grega antiga.

Fontes: G1, Revista Oeste, SBT News

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