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Bolha de sangue? Saiba o que fazer e como tratar

Quando surge uma bolha de sangue, a gente já fica querendo estourar, não é? No entanto, essa não é a melhor escolha. Confira aqui o porquê.

Por P.H Mota

Uma bolha de sangue surge após um forte e repetido atrito na pele. Nesse sentido, a pele que cobre a bolha forma uma barreira que evita o perigo de infecção.
Essa condição consiste em uma protuberância repleta de sangue ou fluidos sanguíneos e que se cicatrizam sozinhas.
A bolha de sangue, aliás, pode surgir em qualquer parte do corpo, por diferentes razões.

Dicas para tratar a bolha mais rápido

Existem algumas técnicas que podem ajudar a liberar os fluidos mais rápido, entretanto, é importante se lembrar de que esses líquidos protegem a lesão.

Por isso, mesmo que retire a bolha, lembre-se de que o machucado ainda estará no lugar.

1. Não fure a bolha de sangue do pé e de outros locais do corpo

A maioria das bolhas de sangue se recupera sozinha com o tempo, mas, se você quiser acelerar o processo, existem soluções.

Manter a bolha exposta ao ar e, sobretudo, a área afetada limpa e seca facilita a recuperação e evita infecções.

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2. Mantenha a pele protegida

Além disso, se a bolha de sangue estiver numa área de muita fricção, como calcanhar ou dedos, reduza esse contato utilizando um curativo.

Para isso, aliás, existem algumas opções de curativos com buracos no centro. Ao mesmo tempo que reduzem a fricção, eles mantêm as bolhas expostas, acelerando a cura.

É fundamental, entretanto, utilizar curativos estéreis e trocá-los regularmente.

3. Faça escalda-pés com água morna e sal

Caso suas bolhas estejam nos seus pés, você pode tratá-las com um escalda-pés com água morna e sal, já que essa solução ajuda a secar mais rapidamente os fluidos.

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Isso ocorre, em virtude de essa mistura “puxar” os líquidos da bolha para fora.

Além disso, a água salgada e morna alivia as dores e traz alívio de dores e relaxamento.

4. Faça compressa gelada se estiver muito dolorida

Se a região da bolha estiver doendo muito e latejando, você pode aplicar uma compressa gelada para aliviar o incômodo de 10 a 30 minutos. No entanto, é importante não colocar a compressa logo depois da lesão.

5. Observe os calçados e acessórios utilizados

Pelo fato de as bolhas serem causadas a partir, sobretudo, de atrito, é muito importante observar os sapatos utilizados no dia a dia, para evitar as fricções de costuras ou da matéria-prima utilizada.

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O mesmo vale para demais vestimentas e acessórios, uma vez que as bolhas de sangue podem ocorrer, aliás, em diferentes partes do corpo.

Como estourar uma bolha corretamente

Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma drenagem na bolha, caso haja muito acúmulo de sangue, dor extrema ou crescimento da bolha, a drenagem pode ser uma solução.

No entanto, é preciso tomar uma série de cuidados para escapar das infecções, por exemplo:

  1. Lavar as mãos e a região lesionada com água em sabão, preferencialmente, antibacteriano.
  2. Em seguida, esterilize uma agulha ou alfinete utilizando álcool isopropílico, ou mergulhando em uma solução com sabão antibacteriano por 10 minutos ou fervendo para garantir a limpeza.
  3. Para iniciar a drenagem, pressione suavemente a borda da bolha com a agulha, até que o sangue comece a escapar. Se o tecido do local for fino, não é necessário perfurar com profundidade. Caso seja necessário, você também pode pressionar a região para facilitar o escoamento dos fluidos.
  4. Após a drenagem, não retire a pele da bolha, uma vez que ela ajuda a evitar infecções.
  5. Depois disso, limpe a área com antisséptico e cubra a região com um curativo estéril.

É essencial trocar o curativo com frequência. Tente utilizar gaze ou atadura grossa o suficiente para evitar pressões e fricções na região.

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Pessoas com diabetes, HIV, câncer, problemas de coração, problemas de coagulação ou em tratamento com afinadores de sangue nunca devem tentar estourar uma bolha. Isso porque o risco de infecção, nesses casos, é muito maior.

Por que não se deve estourar a bolha de sangue?

Como já mencionado, as bolhas de água e de sangue são mecanismos de proteção que o corpo desenvolve. Com elas, o tecido interno fica resguardado.

Por isso, o indicado é aguardar o corpo absorver os líquidos.

O que causa bolha de sangue no pé e em outras partes do corpo?

As bolhas de sangue são agravamento de bolhas de água que podem ocorrer em virtude de pressão e atrito recorrentes. Sendo, dessa forma, uma maneira de o corpo proteger os tecidos internos.

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Além disso, quando a parte interna também é ferida, também há um sangramento dentro da bolha, formando, assim, a bolha de sangue.

E a bolha de sangue na boca?

De modo geral, as bolhas de sangue na boca são ocasionadas por lesões acidentais, como mordida no lábio ou parte interna da bochecha. Isso forma uma área elevada no tecido da boca com acúmulo de sangue, dos vasos sanguíneos rompidos na lesão, além de outros líquidos.

Outras causas possíveis para o surgimento de bolhas de sangue na boca são:

  • Aparelho nos dentes;
  • Problemas no encaixe da dentadura;
  • Reação alérgica;
  • Estresse;
  • Insuficiência renal;
  • Câncer bucal;
  • Diabetes;
  • Deficiência de alguns nutrientes;
  • Herpes;
  • Abuso de álcool;
  • Número baixo de plaquetas;
  • Angina bolhosa hemorrágica.

Essa última condição se trata de uma doença rara que provoca a formação espontânea de bolhas de sangue na boca. Embora o nome seja meio assustador e envolva sangue, a doença não é grave. De modo geral, o único risco é no caso de formar uma bolha em um local que impeça a respiração.

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Para tratar essas bolhas, você pode aplicar gelo, colocar fatias de pepino, cúrcuma ou camomila. Com esses itens você conseguirá secar a bolha e aliviar o incômodo. No entanto, se as bolhas começarem a ser frequentes, muito grandes ou te impossibilitar de comer ou beber, é necessário buscar atendimento odontológico ou médico.

O que é bom para bolha de sangue?

Logo após o surgimento da bolha, a melhor opção é remover a pressão da área. Desse modo, ao retirar o contato com a região, a recuperação natural fica mais rápida.

Além disso, as chances de estouro ou, sobretudo, infecção serão menores.

Compressas frias são uma alternativa, caso ela esteja dolorida. No entanto, não podem ser feitas imediatamente após a lesão e, aliás, nem devem ser colocadas diretamente sobre a pele, para não haver o risco de uma queimadura fria.

Como tratar uma bolha de sangue estourada?

Primeiramente, é importante drenar o fluido com cuidado. Em seguida, a região deve ser lavada completamente. Se possível, aplique alguma pomada ou creme antisséptico depois.

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Nesses casos, o curativo deve oferecer pressão suficiente na área, a fim de evitar que novos vasos sanguíneos se rompam. No entanto, a pressão não pode ser forte demais, para não impedir a circulação de sangue.

Com a manutenção diária do curativo e limpeza da região, a bolha de sangue deve se recuperar em até uma semana.

Sinais de infecção

Durante o cuidado com bolhas de sangue, é importante se atentar aos sinais de infecção, como dor, inchaço ou vermelhidão na área, que podem indicar risco de infecção.

Manchas vermelhas saindo da bolha, por exemplo, indicam a presença de infecções sérias. Nesses casos, existe o risco de linfangite, que acontece quando vírus e bactérias de uma ferida infecionada penetram nos canais do sistema linfático.

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Alguns dos sintomas da condição incluem inchaço dos nódulos linfáticos, calafrios, febre, perda de apetite e indisposição. Em casos mais graves, um médico pode receitar tratamentos com antibióticos para solucionar os problemas.

Leia mais:

Fontes: Loja Condi, WikiHowWikiHow, Dentalis.

Bibliografia

SANTOS, R. B.; DE FIGUEIREDO, M. A. Z.; de OLIVEIRA, P. T.; YURGEL, L. S. Angina bolhosa hemorrágica: um caso incomum. Revista da Faculdade de Odontologia, Vol 6, Nº 1, pp. 7-10, Passo Fundo, 2001. Disponível em: http://seer.upf.br/index.php/rfo/article/download/1573/1044.

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REIS, C. Apostila de lesões elementares. Escola Superior de Ciências da Saúde, 2011. Disponível em: http://www.escs.edu.br/arquivos/lesoeselementares.pdf.

RODRIGUES, R. L.; PEDRINELLI, A. Uso do gelo na lesões traumáticas do esporte. Revista Paulista de Educação Física, Vol. 7, Nº 2, pp. 66-76, São Paulo, 1993. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rpef/article/download/138758/134091/#.

SOUZA, C. da S. Infecções de tecidos moles. Revista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Vol. 36, pp. 351-356, Ribeirão Preto, 2003. Disponível em: http://revista.fmrp.usp.br/2003/36n2e4/20infeccoes_tecidos_moles_sindromes_infecciosas.pdf.

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