Ciência & Tecnologia

Mapas de calor são ferramentas de combate ao aquecimento global

Os mapas de calor são ferramentas que permitem monitorar e acompanhar fenômenos específicos, e agora podem ajudar no trabalho da NASA.

Em primeiro lugar, os mapas de calor consistem numa técnica de visualização de dados. Sobretudo, permite a visualização da magnitude de um evento ou fenômeno. Nesse sentido, realiza esse processo por meio da cor em duas dimensões. No geral, a variação na cor ocorre a partir da matiz ou intensidade.

Desse modo, obtém-se informações visuais sobre o agrupamento ou variação desse fenômeno no espaço de análise. Apesar disso, consiste numa prática recente, com pouco mais de um século de uso. Comumente, a ferramenta dos mapas de calor tem uso por parte de analista de sistemas, jornalistas de dados e áreas correlatas.

Recentemente, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço ou NASA adotou os mapas de calor para entender melhor sobre o aquecimento global. Em outras palavras, utilizaram desse instrumento para monitorar questões climáticas a um nível mundial. Portanto, passaram a analisar melhor as áreas afetadas por meio da tecnologia.

Acima de tudo, a adoção de imagens feitas por satélites conseguem mostrar com maior detalhe as condições climáticas no mundo. Ademais, pode-se registrar as mudanças climáticas em tempo real, e assim criar soluções mais afetivas. Em contrapartida, esse mapeamento ainda permite conhecer mais sobre as alterações do mundo que conhecemos.

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Mapas de calor são ferramentas de combate ao aquecimento global
Exemplo de mapas de calor cluster

Como funcionam os mapas de calor?

A princípio, existem diferentes tipos de mapas de calor, mas todos estão divididos em duas categorias. Primeiramente, tem-se o mapa de calor do cluster, cujas magnitudes são dispostas em uma matriz de tamanho de célula fixa. Ou seja, funciona como uma favela colorida, em que as colunas representam fenômenos.

Ademais, nesse modelo existe uma classificação de linhas e colunas de modo intencional e arbitrário. Em outras palavras, a própria constituição desses mapas de calor parte do objetivo de sugerir grupos ou retratá-los por meio de uma análise estatística. Portanto, é possível agrupar elementos e simplificar a análise.

Contudo, é fundamental que as células sejam grandes o suficiente para serem visíveis, mas não há padronização no tamanho. Em contrapartida, os mapas de calor espaciais seguem o princípio oposto. Sendo assim, partem da posição de uma magnitude que corresponda à localização naquele espaço.

Basicamente, não há noção de células porque o fenômeno mapeado pelos mapas de calor espaciais são vistos como uma variação contínua. No geral, tem um aspecto 3D e parecem verdadeiros mantos coloridos cobrindo uma área. Mais ainda, costumam ser vistos quando se trata do mapeamento da pandemia da Covid-19 no mundo, por exemplo.

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Em resumo, as áreas com cores mais intensas e de matizes fortes representam maior concentração e aparecimento do fenômeno. Porém, as cores variam de acordo com o que está em análise, tendo em vista que pode-se analisar diferentes eventos num mesmo mapa. Como exemplo, pode-se citar o mapeamento do aquecimento global, que mostra áreas quentes e também as frias.

Mapas de calor são ferramentas de combate ao aquecimento global
Mapa de calor espacial sobre monitoramento da Covid-19 no estado de Goiás

Monitoramento e mapeamento

No geral, pode-se usar os mapas de calor para diferentes funções. Por um lado, é possível analisar uma área geográfica, mas também entender comportamentos na internet. Comumente, alguns sites utilizam de mapas de calor para compreender o comportamento do usuário, as áreas que mais acessa e as movimentações que realiza.

Porém, no que diz respeito aos mapas de calor da NASA permitem visualizar melhor o que representam os dados sobre aquecimento global. Nesse sentido, especialistas estimam que a temperatura média da Terra está subindo 0,07ºC a cada década. Ainda que em números específicos isso pareça pouco, quer dizer que a média da temperatura do planeta subiu 1,18ºC desde o século XIX.

Sobretudo, o que impulsiona essas alterações é o aumento da emissão de gases poluentes por meio da atividade industrial. Mais ainda, a frequência do desmatamento e o uso indevido do solo para agropecuária também interferem nesse aspecto. Curiosamente, os mapas de calor da NASA confirmaram que a maior parte do aquecimento aconteceu nos últimos 40 anos.

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Além disso, estima-se que os sete anos mais recentes são os mais quentes de todos os registros que se tem sobre o tema. Desse modo, pode-se compreender melhor porque percebemos o clima tão diferente de antigamente. Por exemplo, com chuvas em períodos atípicos e altas temperaturas em estações diferentes.

E aí, aprendeu sobre os mapas de calor? Então leia sobre Sangue doce, o que é? Qual a explicação da Ciência

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