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Mudanças climáticas no Brasil criam eventos extremos

As mudanças climáticas no Brasil estão criando eventos extremos como tempestades de areia, tempestades, furacões e desertificação

As mudanças climáticas no Brasil acontecem como consequência do desequilíbrio ambiental no país. Sobretudo, a emissão de gases poluentes por meio da agropecuária, indústria e o uso indevido da terra são um dos motivos por trás dessas alterações. Como consequência, eventos extremos estão em andamento no território nacional.

Como exemplo, pode-se citar desde acontecimentos de menor escala, como chuvas fora de época, períodos de seca prolongados e calor excessivo. No entanto, os eventos extremos em questão incluem tempestades de areia no interior paulista, névoas densas misturando com a poluição sobre metrópoles e até mesmo neve em regiões onde esse fenômeno não é natural.

Sendo assim, especialistas explicam que esses acontecimentos são reações naturais ao aquecimento global nas últimas décadas. No geral, rajadas de vento, seca extrema, fortes temporais e uma diferença grande de temperatura numa mesma região  serão ainda mais frequentes.

Antes de mais nada, estima-se que as mudanças climáticas no Brasil causam eventos dessa natureza desde os anos 2000. Porém, a maior preocupação é o agravamento desse quadro, pois medidas para combate da crise climática são insuficientes, segundo cientistas da área. Mais ainda, essas mudanças e eventos afetam a economia, distribuição de água, energia e afins.

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Mudanças climáticas no Brasil criam eventos extremos
Tempestade de areia em São Paulo

Mudança climática no Brasil é ameaça real

A princípio, o sexto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC em inglês, mostrou dados preocupantes sobre a mudança climática no Brasil. Acima de tudo, o IPCC é um órgão com estabelecimento pela Organização Meteorológica Mundial, e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Sobretudo, atua com a obtenção e avaliação de informações científicas, técnicas e socioeconômicas sobre mudança climática. Ademais, lida com os efeitos potenciais e opiniões, tanto para adaptação quanto para suavização. Portanto, avalia a questão da crise climática a nível global, incluindo a situação no Brasil.

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Curiosamente, o relatório de setembro de 2021 mostrou informações urgentes. Como exemplo pode-se citar as inundações mortais na Alemanha e na Bélgica, as enchentes na China, e os resultados do desmatamento no Brasil. Por outro lado, ainda mostrou que a tendência é que esses eventos extremos continuem acontecendo.

Desse modo, mostraram por meio de dados que as mudanças climáticas por meio da ação humana são irrefutáveis e irreversíveis. Mais ainda, a tendência é que haja um agravamento caso não seja feito o que se precisa para mudar a crise climática e ambiental. Ou seja, estamos vivendo o “tarde demais”, e medidas são fundamentais para não piorar ainda mais o quadro global.

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Nesse contexto, eventos extremos no Brasil envolvem questões diversas sobre o clima. Por um lado, tem-se Cuiabá registrando a maior temperatura em mais de cem anos, chegando a 42,7º. Em contrapartida, a desertificação, furacões no interior dos estados e tempestade de areia em crescimento mostram a gravidade da situação no país.

Mudanças climáticas no Brasil criam eventos extremos

Quão grave é a situação?

Ainda que pareçam eventos pontuais, a mudança climática no Brasil faz parte da projeção de que o país irá atingir ou exceder 1,5º C de aquecimento nas próximas duas décadas. Sobretudo, essa informação significa que o aumento vai acontecer bem mais cedo do que avaliações anteriores. Desse modo, o perigo é real, e não uma suposição para o futuro.

No geral, pode-se observar os efeitos da mudança climática no Brasil por meio do aumento extremo das temperaturas e outros eventos fora do comum. Porém, a nível global, esse aumento significa que ondas de calor seriam comuns no mundo inteiro. Ademais, o relatório do IPCC mostra que chuvas torrenciais e furacões aumentariam cerca de 7%

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Por outro lado, as safras de milho no mundo teriam 10% de perda, e o gelo no Ártico reduziria a 15%, causando aumento do nível do mar e invasão litorânea. Mais especificamente, vale citar que a safra do milho no Brasil já sofre com a estiagem e geadas. Portanto, houve uma redução de 4,7% na estimativa original no ano de 2021, de acordo com o IBGE.

Mais ainda, a gravidade da situação envolve um dano de 20% nas safras do mundo inteiro caso a situação se torne ainda pior. Por fim, para resolver essa situação precisa-se de um compromisso global em manter as emissões de poluentes em declínio na próxima década. Ademais, é fundamental alcançar as emissões líquidas zero até metade do século.

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