Curiosidades

Três Marias: quais são essas estrelas e por que têm esse nome?

As Três Marias são corpos celestes que atraíram a atenção dos antigos egípcios e continuam a atrair a atenção dos astrônomos modernos.

Você já deve ter visto três enormes estrelas visíveis no céu, precisamente no centro da constelação de Órion. Essas três estrelas formam um alinhamento inclinado quase perfeito, separadas por distâncias aparentemente equidistantes. Elas são as famosas ‘três Marias’ ou “três Reis Magos’, um trio que carrega muitas lendas e mistérios. Vamos saber mais sobre elas neste artigo.

Quais são as estrelas Três Marias?

No centro da constelação de Órion há três estrelas azuis que podem ser vistas olhando para o céu de qualquer lugar do mundo, segundo os astrônomos.

As estrelas são chamadas de ‘Mintaka’, ‘Alnitak’ e ‘Alnilam’, mas também são conhecidas como ‘as três Marias’, ‘os três reis magos’ ou ‘cinturão de Órion’.

Em suma, elas formam um alinhamento brilhante e levemente inclinado, refletindo fielmente o posição das três grandes pirâmides de Gizé no Egito. Essa coincidência foi descoberta em 1948 por Robert Bauval, um engenheiro e escritor que gostava de astronomia e egiptologia.

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Aliás, de acordo com as crenças dos antigos egípcios, as almas dos falecidos entravam no céu no local onde estão localizadas as três Marias, porque ali repousava a alma do deus egípcio da ressurreição, Osíris, que presidia o tribunal do julgamento final.

Por que elas recebem esse nome?

Na América do Sul, as estrelas dos três Reis Magos são conhecidas como as três Marias, que acompanharam Cristo quando ele ressuscitou: Maria Madalena, Maria mãe de Jesus e Maria Salomé, que mandou decapitar João Batista.

Assim, a menor dessas três estrelas é Mintaka, formada por uma estrela binária com a massa de 26 sóis e um raio de quase 17 vezes a nossa estrela local.

Outros nomes das estrelas Três Marias

Muitas pessoas associam as três estrelas do cinturão de Órion com os três Reis Magos (Melchior, Gaspar e Balthazar) que viajaram do oriente para encontrar o menino Jesus e lhe deram três presentes para comemorar seu nascimento.

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Segundo os especialistas, essas estrelas são perfeitamente visíveis durante o final do outono e durante todo o inverno, ou seja, durante os meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.

Cinturão de Órion

A constelação de Órion é um grupo de estrelas que forma a figura do guerreiro Órion, na qual se vê uma linha em forma de cinto.

Para os gregos, seu nome é ‘Cinturão de Órion’, um grupo formado pelas estrelas alinhadas de Alnitak, Alnilam e Mintaka. Por outro lado, os árabes o chamavam de colar de pérolas, enquanto os maias o batizavam com as três pedras da lareira.

O Cinturão de Órion está localizado no aglomerado de estrelas Collinder 70 no centro da constelação de Órion. Este, pode ser visto ao lado da Nebulosa da Chama e da Nebulosa Cabeça de Cavalo chamada Alnitak.

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Além disso, fica perto da constelação de Eridanus, com Touro e Cão Maior e Menor.

Quem é Órion?

Segundo a mitologia, o cinturão de Órion deve seu nome ao caçador gigante com a capacidade de andar sobre o mar, filho de Poseidon. Assim, segundo a mitologia grega esse personagem era filho de Poseidon e Euríale, uma das Górgonas, além de ser um grande guerreiro e muito apaixonado.

É por isso que persegue no céu as Plêiades, constelação formada por sete belas irmãs chamadas Maia, Electra, Alcione, Taygete, Asterope, Celaeno e Merope.

Mas na abóbada celeste Órion não viaja sozinho, o escorpião que está atrás dele o persegue a todo momento. Os gregos pensavam isso porque todas essas estrelas se movem do leste para o oeste enquanto a Terra gira em torno do Sol.

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Fontes: Cecierj, UFMG, Tecmundo, Hipercultura

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