Saúde

Covid aumenta riscos de diabete tipo 2 em pacientes infectados

De acordo com uma pesquisa, o Covid aumenta os riscos de diabete tipo 2 em 28% em pacientes já infectados pela doença.

De acordo com uma pesquisa publicada pela revista acadêmica Diabetologia, existe a possibilidade do caso de que Covid aumenta riscos de diabete tipo 2. Nesse sentido, pacientes que acabaram infectados pela Covid-19 possuem mais chances de receberem o diagnóstico da doença. Os pesquisadores envolvidos no caso analisaram dados de 35.865 pacientes, comparando a incidência de diabetes em quem teve o diagnóstico de Covid-19 e outras que tiveram infecção aguda do trato respiratório superior.

Dessa forma, foi possível chegar ao resultado. Os novos casos de diabete tipo 2 estavam mais presentes em pacientes que tiveram Covid-19 do que em qualquer outro quadro de infecção. Assim, o risco de desenvolver diabetes é 28% maior em quem teve Covid. O autor do estudo, Wolfgang Rathmann, explicou sobre questões mais incisivas da pesquisa. “A infecção por Covid-19 pode levar ao diabetes pela regulação positiva do sistema imunológico após a remissão, o que pode induzir disfunção das células beta pancreáticas e resistência à insulina”, comentou ele.

Além disso, o pesquisador também revelou outro fator perigoso. Pacientes infectados pelo Sars-CoV-2, por exemplo, podem ter alto risco de desenvolver diabetes por conta da obesidade, bem como pré-diabetes. O motivo é o estresse causado pela Covid-19 no organismo, que torna o processo ainda mais rápido.

Covid aumenta riscos de diabete tipo 2 em 28%

CNN

Seja como for, é importante lembrar que algumas pesquisas sobre a doença mostram que o vírus pode atacar células beta que produzem insulina. Isso significa que o nível de glicose no sangue deve aumentar, como uma hiperglicemia. De acordo com o estudo, o estilo de vida sedentário causado pela pandemia também pode influenciar no resultado. Contudo, ainda não se sabe se os pacientes que desenvolveram esse tipo de alteração estão passando por isso somente agora, ou se será algo crônico. Mesmo assim, cuidar da saúde, praticar exercícios e comer bem segue sendo essencial.

Fonte: Olhar Digital

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