Ciência & Tecnologia

Larry Page – História do primeiro diretor e co-criador do Google

Larry Page e Sergey Brin foram responsáveis por desenvolver o principal site de buscas da internet, o Google, ainda na universidade.

Atualizado em 01/07/2020
Por P.H Mota

Larry Page, ou Lawrence W. Page, é um dos engenheiros por trás da criação do Google. Nascido em Ann Arbor, Michigan, Estados Unidos, em 1973, ele foi responsável por criar o buscador. Posteriormente, o homem tornou referência na internet, ao lado do parceiro Sergey Brin.

Além disso, Larry foi o primeiro diretor executivo da empresa após sua fundação.

A inspiração para o ingresso na engenharia começou ainda na infância. Em 2013, Larry Page contou que consumia muitos livros e revistas de tecnologia e costumava desmontar objetos de tecnologia para ver como eles funcionavam.

História

Larry Page - a história do primeiro diretor e co-criador do Google
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Os pais de Larry Page, Carl e Gloria Page, eram professores da Universidade de Michigan. Sendo assim, a informática e a tecnologia eram parte da vida família e ajudaram a motivar o pequeno Larry.

Além dos computadores, ele também estudou composição musical, flauta e saxofone. A habilidade com a música, então, foi fundamental para desenvolver percepção de velocidade e tempo, importante no funcionamento do Google no futuro.

Já aos 12 anos, Larry desenvolveu o sonho de empreender após conhecer a história de Nikola Tesla. O inventor sérvio foi responsável pela base de sistemas de geração de energia elétrica modernos, mas morreu endividado por não ter habilidades com negócios. Assim, Page sabia que precisava saber aplicar suas ideias no mercado, e não só deixá-las na mente.

Logo após terminar o ensino médio, foi cursar Engenharia da Computação, na Universidade de Michigan, e depois doutorado em Ciência da Computação, na prestigiosa Universidade Stanford. Foi aí que surgiu a primeira ideia para criar o Google.

Larry Page sugeriu ao seu orientar uma forma de estrutura da internet que conectasse as páginas por links. Assim, como nos trabalhos científicos tradicionais, em que as citações futuras agregam valor às pesquisas, os sites também poderiam ser classificados assim. Quanto mais conexões tivesse, mais relevante seria.

Nascimento do Google

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A princípio, a primeira versão do projeto se chamava BackRub. Além de Larry Page, ele também incluía outros estudantes de Stanford, assim como Sergey Brin, sócio do Google.

Para o BackRub, a dupla desenvolveu o PageRank, sistema capaz de classificar páginas num ranking de relevância. Na época, os sistemas de busca analisavam apenas a quantidade de vezes que um termo buscado estava na página.

No início, o escritório da dupla era o quarto de Brin, no dormitório da faculdade. Isso porque eles queriam aproveitar a velocidade de internet de Stanford para indexar o maior número de páginas possíveis. Entretanto, o servidor trabalhava tanto que quase metade da banda da internet local era consumida, e o servidor chegou a ser derrubado em algumas ocasiões.

Em agosto de 1996, após cinco meses de trabalho, a primeira versão do Google entrou no ar com 75 milhões de páginas indexadas e 207 gigabytes de conteúdo baixado. O nome, inclusive, foi inspirado na palavra googolplex, e só se tornou google por causa de um erro de digitação.

Sucesso

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Em 15 de setembro de 1997, Larry Page e Sergey Brin registraram oficialmente o domínio google.com. Nesta época, a dupla já estava fora de Stanford e precisava de um novo local para a empresa. Assim, acabaram alugando a garagem de Susan Wojcicki, colega de faculdade da época e atual CEO do YouTube.

Como o aluguel era pago por metro quadrado, Page decidiu reformar as máquinas. Entre as alterações, por exemplo, removeu peças como o botão de ligar e reorganizou as placas, conseguindo encaixar 30 vezes mais servidores do que o concorrente seriam capazes no mesmo espaço. Apesar de inovador, o servidor ainda precisava de investimentos financeiros para crescer.

Em 1999, a Sequoia Capital e a Kleiner Perkins aportam US$ 25 milhões no Google, com uma condição: Larry Page não poderia mais ser CEO e a empresa deveria contratar alguém mais velho e mais experiente para o comando. Ainda que a condição tenha sido aceita, ela não durou muito tempo.

Na época, o então direitor da Kleiner Perkins pediu que, ao menos, Larry Page conversasse com pessoas do ramo, assim como Steve Jobs e Jeff Bezos. O plano deu certo, pois Page concordou que precisava de alguma ajuda.

Supervisão

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A partir de agosto de 2001, o Google passou a contar com a supervisão de Eric Schmidt, ex-CEO da Novell. Dessa maneira, Larry Page passou a assumir o cargo de vice-presidente de produtos.

Apesar de ter uma posição de menos destaque, ele ainda era responsável por supervisionar os principais lançamentos da empresa, como Gmail e YouTube, por exemplo. Em 2005, aliás, ele fez o Google comprar a startup Android por US$ 50 milhões, sem o conhecimento do CEO, a fim de levar o Google para o mundo dos portáteis.

O lançamento do iPhone, em 2007, mostrou que a empresa estava investindo no ramo certo. Entretanto, o sucesso do Android não foi o bastante. Na mesma época, a empresa sofria com notícias sobre clima ruim para os empregados e muita burocracia organizacional. Isso foi o suficiente para que novos engenheiros deixassem de considerar o Google a melhor opção, passando a olhar para o Facebook.

Aposentadoria de Larry Page

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Além das informações sobre clima ruim, o Google já estava não inovando como antes. Isso deixou Larry Page frustrado e ele acabou voltando a ocupar o cargo de CEO para promover mudanças.

Em 2013, o próprio Page, famoso por sua fama de encrenqueiro e esquentado, decidiu colocar fim ao clima de tensão na empresa. Ele instituiu um clima de tolerância zero a brigas, a fim de renovar o ambiente e por fim às guerras internas entre desenvolvedores.

Ao lado de Sergey Brin, Page também foi responsável por uma importante mudança: a criação do Alphabet. A holding passou a brigar o Google, assim como outras iniciativas. Nesse momento, Page deixou o cargo de CEO do Google e assumiu a liderança da Alphabet, onde passou a lidar com projetos de inovação, como carros e aviões autônomos, óculos inteligentes e drones.

Em 2019, no entanto, Page deixou o cargo de CEO da Alphabet e anunciou sua aposentadoria.

Fontes: Canal Tech, Info Money, Suno Research

Imagens: Business Insider, Expert Digital

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