Deusas gregas: guia das divindades femininas da Grécia

A Grécia antiga tinha muitos deuses, heróis e monstros. As deusas, em especial, tinham um papel relevante na cultura grega. Conheça 20 delas!

deusas gregas

As deusas gregas são divindades femininas da mitologia Grécia Antiga. Cada uma delas conta com uma história particular, que, na maioria das vezes, são repletas de alegorias e lições. Além disso, elas representam aspectos específicos da existência, por exemplo, Afrodite é a deusa da beleza e do amor; Atena é a deusa da sabedoria e da guerra; Deméter é a deusa da fertilidade.

As deusas são tão importantes como os deuses gregos, mas, de modo geral, ao falarmos sobre a mitologia grega, as divindades masculinas têm mais espaço e são mais lembrados, como é o exemplo de Zeus e Poseidon. No entanto, é importante ressaltar que todas as deusas têm seus papéis de relevância assim como os deuses.

Segundo a antiga mitologia, as deusas gregas também viviam nos reinos do céu, que ficava acima do Monte Olimpo. Entretanto, em algumas exceções, elas também viviam na Terra, entre os humanos. Além disso, certas deusas até se envolveram e se apaixonaram por humanos. Conheça um pouco mais sobre cada uma delas.

20 importantes deusas da mitologia grega

1. Atena: deusa grega da sabedoria e da guerra

Atena é, provavelmente, a deusa grega mais conhecida entre todas. Ela representa a sabedoria e o raciocínio. Tudo isso herdado do seu pai, Zeus, já que ela nasceu da cabeça do deus. Além disso, ela já nasceu como uma mulher crescida e vestida com sua armadura.

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Apesar de também ser deusa da guerra e uma grande guerreira diante das batalhas, Atena não apoia as lutas. Ela acredita que é possível instaurar a paz em qualquer lugar. Aliás, a deusa só entra em batalhas por legítima defesa. Ou seja, sua luta é sempre pela justiça.

As histórias contam que Atena é a filha favorita de Zeus e, por isso, é a única que podia manusear o famoso raio em suas batalhas. Ela também era adorada pelos humanos e, inclusive, recebeu uma homenagem com o nome da cidade de Atenas.

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2. Afrodite: deusa da beleza

Afrodite também é muito conhecida, principalmente, por ser a deusa grega do amor. Entretanto, ela também é famosa por sua beleza, chegando a ser considerada a mais bela entre todas as deusas. Aliás, o título de deusa da beleza e do desejo também cabem a ela. Os romanos a conhecem como Vênus.

Filha de Zeus, Afrodite possui tanto carisma e poder que nem mesmo os deuses conseguem resistir a ela. Seu poder atinge até os animais e, obviamente, os humanos não fogem à regra. Algumas histórias contam que a deusa também possui um papel no ciclo de vida de todos os seres vivos da Terra.

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Na tentativa de evitar uma desordem entre os deuses devido à sua beleza, ela se casou com Hefesto, artesão divino dos deuses. Entretanto, mesmo casada, Afrodite se envolveu romanticamente com Ares, deus da guerra.

Por fim, a deusa é mãe de Eros, chamado pelos romanos de Cupido. Algumas histórias contam que ela o teve sozinho, contudo, outras afirmam que o filho foi gerado em seu romance proibido com Ares.

3. Nêmesis: deusa da retribuição divina

Nêmesis é a deusa da retribuição, ou seja, seu trabalho é julgar e punir aqueles que agiram de forma inadequada, cometeram crimes e executaram quaisquer tipo de vingança pessoal. Por esse motivo, ela também é vista como deusa da vingança, representando todas as consequências que criminosos sofreram por fazerem o mal.

Entretanto, o contrário também existia. Pessoas boas recebiam felicidade em troca. Portanto, Nêmesis mantém o equilíbrio. Ela garante um mundo sem extravagâncias, sejam positivas sejam negativas.

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Por todo seu trabalho, a divindade passou a ser muito adorada pelos homens. Os humanos a enxergavam como uma personificação das consequências que esperam aqueles que viveram uma vida de pecado.

4. Hera: deusa de todas as divindades gregas

Hera é esposa de Zeus e, portanto, rainha de todos os deuses que habitam o Olimpo. Além disso, ela é a deusa do nascimento e do casamento. E por isso, tem um poder divino que protege as mulheres casadas e o laço sagrado do casamento.

Por outro lado, ela também castiga aquelas que traem seus maridos ou que eram amantes. Muito desse poder se deu por conta de Zeus que teve diversos casos. Hera odiava tanto as amantes do deus que buscava todas as formas possíveis para puni-las.

Entretanto, sua raiva chegou a tal ponto que a divindade passou a se vingar até mesmo dos filhos que Zeus consumou fora do casamento. Aliás, Hera vive uma vida angustiada e com ciúmes, vivendo para se vingar de todos os casos de seu marido.

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5. Deméter: deusa da fertilidade

Deméter é a deusa da colheita e do grão. Filha dos titãs Rhea e Kronos, a divindade foi uma das primeiras deusas dentro do Olimpo. Entretanto, diferente de vários outros deuses e deusas, ela escolheu viver entre os humanos. Assim, mudava de tempos em tempos entre os templos que foram construídos em sua homenagem.

A Deméter tem um relacionamento muito próximo com os seus devotos, sendo conhecida até mesmo como a deusa do povo. Além disso, ela é muito adorada pelos agricultores, porque, por controlar as estações, ela sempre os abençoa com boas colheitas.

Sua primeira filha, Perséfone, foi sequestrada por Hades e levada para o submundo. O acontecimento fez com que Deméter entrasse em uma profunda depressão. Por isso, sua tristeza fez com que as plantações acabassem murchando e morrendo.

Duas estações acabaram sendo fortemente marcadas por esse evento. Quando Perséfone voltava à Terra, a primavera chegava. Por outro lado, quando ela partia novamente ao submundo, um forte inverno chegava para os humanos.

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6. Perséfone: deusa do submundo

Perséfone, filha de Deméter e Zeus, é conhecida como a deusa dos mortos. Entretanto, assim como a mãe, ela também é conhecida como deusa da agricultura, das flores, frutos, estações e da fertilidade. A divindade viveu no Olimpo até ser raptada por Hades.

Enganada pelo deus, Perséfone comeu uma romã, fruta que selou o casamento entre os dois. Por esse motivo, ela se tornou prisioneira no submundo durante 1/3 do ano. Por esse motivo, nesse período, um grande inverno caía sobre os humanos na Terra. Entretanto, quando Perséfone voltava para sua mãe, chegava, então, a primavera.

7. Ártemis: deusa grega da caça

Ártemis é filha de Zeus com Leto e também é irmã gêmea de Apolo. A divindade é conhecida como a deusa do natural. Ela também era era uma incrível caçadora, sendo lembrada por muitos como a deusa da caça. Desde jovem, a divindade gostava de arrancar as cordas de seu arco. Por fim, acabou se tornando uma arqueira talentosa.

Além disso, ela é vista como uma guardiã que auxilia os outros no trabalho seguro e também ajuda mulheres grávidas em seus partos. Isso porque, segundo uma lenda, ela ajudou a própria mãe a dar à luz, seu irmão. No entanto, Ártemis decidiu manter-se virgem e solteira.

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Isso porque ela acompanhou todo o sofrimento de sua mãe por ter tido dois filhos de um relacionamento extraconjugal com Zeus. Ártemis então pratica uma castidade eterna, ganhando também o título de deusa da virgindade.

8. Gaia: deusa da Terra

Gaia é uma das deusas gregas que fazem parte dos deuses primordiais. Isso porque ela tem origem no período em que o Caos universal encontrou a ordem. Sendo assim, ela é responsável pela sua própria criação e pode ser considerada, ao mesmo tempo, sua mãe e seu pai.

Dessa maneira, Gaia é a primeira entre as deusas gregas, sendo responsável por gerar o planeta, a natureza e os mares. Além disso, ajudou a gerar todos os outros deuses, incluindo Urano, com quem teve os filhos que ajudaram a moldar a mitologia.

9. Héstia: deusa do lar e a primeira entre as deusas gregas

Héstia não é tão conhecida quanto algumas que já apareceram por aqui. Entretanto, a divindade é adorada como a deusa da lareira. Os gregos a viam como uma representação de uma vida doméstica tranquila e satisfatória, assim como o calor que a lareira fornece quando está acesa.

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Irmã mais velha dos grandes deuses Zeus, Poseidon e Hades, Héstia prometeu ao primeiro que se manteria para sempre virgem. E assim o fez. Mesmo sendo o interesse amoroso de Apolo e Poseidon que a perseguiam constantemente, a deusa nunca se casou. Nem mesmo com um mortal.

O mais triste é que histórias contam que a deusa nunca foi muito popular. Aliás, dizem que ela foi retirada do panteão dos deuses do Olimpo, sendo substituída por Dionísio.

10. Ananque: deusa grega personificação da inevitabilidade

Também pouco conhecida, Ananque representa para os gregos a inevitabilidade, o destino, a força e a necessidade. A deusa possui uma personalidade tão forte e poderosa que ela conseguiu conquistar tanto o respeito dos mortais, quanto a dos deuses. Aliás, em algumas de suas representações, a deusa parece junto de Cronos, misturados um ao outro.

Ananque foi uma das deusas primordiais da mitologia grega. Ela era a mãe das Moiras, as deusas do destino, e a consorte de Cronos, o deus do tempo. Ela era tão poderosa que nem mesmo os deuses mais jovens podiam contrariar sua vontade.

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A deusa surgiu do Caos, a massa informe e sem ordem que existia antes da criação. Junto com Cronos, ela cercou o ovo primordial de matéria sólida e o partiu, dando origem ao universo ordenado. Ela era a origem suprema do destino e da lei natural, que regiam todos os seres vivos.

11. Áclis: deusa da névoa da morte

Áclis foi o espírito do nevoeiro da morte e a personificação da tristeza e miséria na mitologia grega. A deusa era muitas vezes descrita como uma mulher ou uma velha, com uma aparência deplorável e assustadora. Ela tinha um nariz gotejante, bochechas ensanguentadas, cabelos grisalhos emaranhados e um vestido esfarrapado.

Ela também tinha unhas longas e sujas, que usava para ferir os mortais. Áclis era tão antiga que alguns mitos diziam que ela existia antes do Caos, o princípio de tudo. Outros mitos atribuíam a ela como filha do Caos ou de Nix, a deusa da noite. Ela era considerada uma das Keres, as divindades femininas da morte violenta.

Áclis tinha o poder de controlar o veneno e a névoa da morte, que envolvia os olhos dos moribundos. Ela também podia aparecer nos sonhos das pessoas, trazendo-lhes desgraça e infelicidade. Áclis era temida por todos, pois representava o lado mais sombrio da existência.

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12. Hebe: deusa da juventude

Assim como Afrodite, Hebe é uma deusa da beleza. Entretanto, ela representa o charme e a juventude. Aliás, no grego o seu nome significa exatamente isso: juventude. Algumas lendas contam que ela conseguia trazer de volta a juventude dos humanos que já haviam sido esquecidos.

Hebe é filha de Zeus e Hera. Um de seus trabalhos é fornecer o néctar para os deuses, bebida que os auxiliam a permanecer imortais. Entretanto, mesmo sendo adorada pelos mortais, Hebe trabalha mais como serva de sua mãe. A divindade se casou com Hércules e teve dois filhos: Alexiares e Anicetus.

13. Reia: progenitora de todas as deusas gregas

Para encerrar a lista de divindades gregas, temos Reia, a Titã esposa de Cronos. Foi ela a responsável por dar origem aos primeiros deuses gregos – Zeus, Poseidon, Hades, Hera e Héstia. Portanto, ela também é comumente conhecida como mãe dos deuses.

Certa vez, Cronos, com medo de que seus filhos tirassem o seu trono, engolia todas as crianças recém-nascidas. Entretanto, Reia enganou o marido para conseguir salvar a vida de Zeus. Ela deu uma pedra para que ele comesse. Posteriormente, Zeus voltou para se vingar do pai. Fazendo com que ele tomasse uma poção e vomitasse todos os outros deuses.

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14. Irene: deusa da paz

Irene representa a paz. Além disso, ainda estava presente em cultos e templos que exaltavam a reconciliação e a cooperação. De acordo com as lendas da mitologia, é filha de Zeus e Themis, tendo a cornucópia e a tocha como seus principais símbolos.

Irene também faz parte do grupo das Deusas Horas. O trio é responsável por controlar as estações do ano e por garantir a justiça, segundo a mitologia.

15. Themis: deusa grega da justiça

Themis foi uma das titãs da mitologia grega, filha de Urano e Gaia. Ela era a deusa da justiça, dos juramentos e da ordem divina. Era casada com Zeus, o rei dos deuses, e mãe das Horas e das Moiras.

Assim, Themis era a conselheira de Zeus e a criadora do oráculo de Delfos. Ela era representada com uma balança, uma espada e os olhos vendados. A balança simbolizava o equilíbrio entre o crime e a pena, a espada simbolizava a força da lei e os olhos vendados simbolizavam a imparcialidade da justiça.

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A deusa era venerada na Grécia Antiga como a protetora dos oprimidos e a guardiã dos costumes e das leis. Ela era conhecida pelos romanos como Justitia e sua imagem inspirou a estátua da Justiça que vemos em muitos prédios públicos e escritórios de advocacia.

16. Nix: deusa grega da noite

Nix foi uma das primeiras deusas a surgir do Caos, o vazio primordial que existia antes da criação do universo. Ela era a personificação da noite, uma força poderosa e misteriosa que envolvia o mundo com seu manto escuro e estrelado. Nix era temida até mesmo por Zeus, o rei dos deuses, que não ousava contrariá-la ou desafiar sua vontade.

Nix tinha vários filhos, alguns gerados sozinha e outros com seu irmão Érebo, o deus da escuridão. Entre seus filhos estavam Hipnos, o deus do sono; Tânatos, o deus da morte; Morfeu, o deus dos sonhos; Nêmesis, a deusa da vingança; e as Moiras, as deusas do destino. Nix também era a protetora das bruxas e das feiticeiras, e guardava os segredos da noite.

Nix morava no Tártaro, a região mais profunda do submundo, onde também ficavam os titãs derrotados por Zeus. Ela tinha um carro puxado por cavalos negros ou por corujas, e saía todas as noites para cobrir o céu com sua escuridão. Nix era representada como uma mulher jovem e bela, vestida de preto e com asas de morcego. Ela usava uma coroa de papoulas, a flor sagrada de seu filho Hipnos, e um véu brilhante com a lua minguante.

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17. Hécate: deusa da magia

Hécate foi uma deusa da mitologia grega, filha dos titãs Perses e Astéria, que governava sobre a magia, a feitiçaria, a lua, as encruzilhadas e o submundo. Ela era venerada como uma deusa protetora das famílias, que trazia prosperidade e bênçãos. Ela também era a senhora dos mistérios e dos rituais de purificação.

A deusa tinha o poder de conceder ou negar desejos aos mortais e aos imortais, e era respeitada por Zeus e pelos outros deuses olímpicos. Ela era representada de várias formas, mas a mais comum era a de uma mulher com três corpos ou três cabeças, que podia ver o passado, o presente e o futuro.

Hécate carregava tochas, chaves, adagas e serpentes, e era acompanhada por cães. Ela era cultuada na Grécia pré-helênica, na Trácia e na Anatólia, onde tinha um importante santuário em Lagina.

18. Eos: deusa grega do amanhecer

Eos era a deusa grega que personificava o amanhecer. Ela era filha dos titãs Hiperíon e Teia, e irmã de Selene, a Lua, e de Hélio, o Sol.

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A deusa tinha uma carruagem puxada por cavalos alados, e era responsável por abrir as portas do céu para a passagem de Hélio duas vezes por dia, no início da manhã e no final da tarde. Ela também derramava orvalho nas folhas e despertava as pessoas dos sonhos profundos.

Eos era famosa por suas paixões, principalmente por mortais. Ela se apaixonou pelo rei de Troia, Titono, e o raptou para a Etiópia. Eos pediu a Zeus que o tornasse imortal, mas esqueceu de pedir a juventude eterna.

Assim, Titono envelheceu sem parar, até que Eos pediu a Zeus que o transformasse em uma cigarra. Com Titono, ela teve dois filhos: Emátion e Mêmnon, que foi um rei etíope que lutou na Guerra de Troia e foi morto por Aquiles.

Outro mortal que Eos se apaixonou foi Céfalo, filho de Hermes e Herse. Ele era casado com a princesa Prócris, mas Eos o raptou mesmo assim.

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No entanto, ele continuou amando sua esposa, e voltou para ela depois de um tempo. Um dia, ele foi caçar e Prócris o seguiu por ciúmes de Eos. Mas ele a confundiu com um animal e a matou com uma flecha. Desesperado, ele se jogou no mar, e Zeus os transformou em estrelas.

Segundo alguns mitos, Eos só se apaixonava por mortais por causa de uma maldição de Afrodite, que ficou com raiva dela por ter tido um caso com Ares, o deus da guerra. Mas Eos também teve um amante imortal: Astreu, o deus das estrelas e dos planetas. Com ele, ela teve vários filhos, entre eles os Anemoi, os quatro ventos, e a estrela Eósforos.

19. Circe: deusa da Lua Nova

Circe foi uma feiticeira e deusa da mitologia grega, filha do deus do sol Hélios e da ninfa Perseis. Ela era conhecida por sua habilidade em transformar homens em animais com suas poções e encantamentos. Era também associada à lua nova, ao amor físico, aos sonhos precognitivos, às maldições e à vingança.

A deusa viveu na ilha de Ea, onde recebeu a visita de Ulisses e sua tripulação durante a Odisseia. Ela tentou enfeitiçar Ulisses, mas ele resistiu com a ajuda de Hermes, que lhe deu uma planta chamada Moli.

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Ulisses então conseguiu libertar seus companheiros, que haviam sido transformados em porcos por Circe, e ficou um ano na ilha com ela, tendo um filho chamado Telégono.

20. Hígia: deusa da saúde, da limpeza e da sanidade

Hígia era a deusa grega da saúde, da limpeza e da sanidade. Ela era filha de Asclépio, o deus da medicina, e Epíone, a deusa da cura. Seu nome em grego significava “saudável” e deu origem à palavra “higiene”. Seu equivalente romano era Salus.

Ela era responsável por preservar a saúde das pessoas e evitar o surgimento de doenças. Era adorada em vários templos, especialmente em Epidauro, onde ficava o santuário de seu pai. As pessoas que buscavam a cura para seus males ofereciam sacrifícios e orações a Hígia e Asclépio.

Hígia era representada como uma jovem bela, segurando um cálice com uma serpente enrolada em seu braço. A serpente simbolizava a sabedoria, a imortalidade e a cura. O cálice simbolizava a cura por meio dos remédios. Esses símbolos foram adotados pelos farmacêuticos e são usados até hoje.

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Ela era considerada uma deusa diligente e perfeccionista, que gostava de realizar suas tarefas com cuidado e eficiência. Hígia tinha várias irmãs, que também eram ligadas à saúde e à medicina, como Panaceia, a deusa da cura universal, e Hécate, a deusa da magia e das ervas.

Hígia foi reconhecida como uma deusa independente pelo Oráculo de Delfos, depois que uma praga assolou Atenas no século V a.C. Antes disso, a função de deusa da saúde era atribuída a Atena, que também era chamada de Atena Hígia.

Fontes: Toda matéria, Mitologia grega, Eu sem fronteiras

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